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Melhor fonte sobre a atriz Anna Kendrick

20.11.2016
Anna Kendrick conta tudo em entrevista para a “Playboy”
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Entrevista, Livro, Notícia, Revista

Anna Kendrick fez um ensaio sensual para a Playboy americana e aproveitou para responder vinte perguntas diversas, sobre o seu novo livro, seu último filme e até mesmo sobre fotos de pênis.

ENTREVISTAQuando caiu a ficha de que não era mais uma jovem em dificuldade morando em uma espelunca na cidade de Los Angeles?

Coisas estranhas vão desencadear aquela sensação de “Caramba! Como cheguei até aqui?”. Por exemplo, quando estiver saindo de um consultório médico. Eu me lembro, vividamente, quando tinha dezenove anos de idade, não possuía plano de saúde e estava me mudando para Los Angeles. Eu precisava ir ao médico e era trinta vezes mais caro do que eu esperava que fosse. Agora, quando eu estou saindo do consultório médico com um saldo de setenta dólares, eu penso, “Isso aí, eu estou fazendo chover dinheiro nesse consultório médico!” Eu me recordo muito claramente de não ter setenta dólares.

No seu novo livro, Scrappy Little Nobody, você diz que sabia que era louca desde muito nova. Por que você não procurou um terapeuta?

Eu nunca me senti normal, mas eu acho que esse é um sentimento mais comum do que eu pensava. Para falar a verdade, eu nunca procurei um terapeuta, porque era uma das muitas coisas que eu achei que, magicamente, saberia o que fazer quando adulta, mas eu não sei. Eu achei que alguém iria me dizer tantas coisas. Por exemplo, quando eu tinha vinte e cinco anos e queria comprar um tapete. Por que ninguém havia me falado que tapetes são tipo as coisas mais caras do mundo? Pessoas estão vendendo tapetes a dez mil dólares, como se não fosse uma loucura total. Por que isso não é mencionado em algum ponto da sua vida? “Ah, a propósito, pessoas vão tentar te vender tapetes que vão custar tanto ao ponto de você querer quebrar uma janela.”

Você agora tem trinta e um anos. Você se sente mais jovem do que realmente é?

No fundo, eu, definitivamente, me sinto uma pequena velhinha. Eu sou bem mal-humorada e resmungona, mas, ao mesmo tempo, imatura. Então, eu sou o pior de uma criança e o pior de uma senhora idosa. Sou uma graça, na verdade.

Você também diz que é uma, “fracassada barulhenta, hiperativa”. Foi díficil publicar um comentário tão afiado sobre si mesma?

Eu acho que tudo que posso esperar é que as pessoas se relacionem com esse sentimento. Se você não conseguir se relacionar com o fato de que eu penso demais, eu não sei o quanto poderemos nos conectar. Eu falo demais. Quando eu estou tentando descobrir o que devo fazer em relação à alguma coisa, eu vou encher o saco de alguém. Eu vou entender se eles apenas quiserem me calar com uma mordaça.

Seus pais se divorciaram quando você tinha quinze anos. Por que você deixou isso de fora do livro?

Para falar a verdade, essa era uma das muitas coisas que queria ter escrito, mas simplesmente não fluiu. Pareceu mais um boletim policial do que um capítulo. O legal dessa situação é que os meus pais foram tão civilizados e respeitosos durante todo o processo. Eu parecia ser a garota-propaganda de divórcio. Se eles tivessem ficado juntos e infelizes, teria bagunçado o meu entendimento de como casamento deveria ser. Eu sou muito a favor do divórcio. Eu sei que isso soa maluco, mas Louis C.K. disse uma coisa incrível sobre como divórcio nunca deveria ser uma tristeza. Nunca são duas pessoas loucamente apaixonadas e perfeitas uma para a outra que se divorciam.

Você disse que se sente indigna de sucesso. Por que?

Não é que eu me sinta indigna, apenas costumava acreditar que algumas pessoas são melhores. Estou aprendendo a cada dia, mais e mais, que somos todos iguais. Na verdade, era mais sobre querer pagar as contas fazendo o que eu amo e, idealmente, não ter um segundo emprego. Era o maior sonho que eu me permitia ter.

Você já cantou e atuou na Broadway, além de filmes, incluindo a franquia A Escolha Perfeita e Caminhos da Floresta. O que é mais estranho, se assistir cantando ou atuando?

Enquanto crescia, as pessoas me diziam que eu deveria cantar em algum recital ou coisa assim, mas era, principalmente, uma forma de combater o fato de que eu não conseguia parar de cantar. Eu realmente gostava de cantar a plenos pulmões. Se eu continuasse a cantar dessa forma, eu teria perdido a minha voz antes dos sete anos. Eu acho que é menos estranho me assistir cantando do que atuando. Quando eu me assisto cantando, eu consigo aproveitar a música, porque não fui eu que a compus. Também nunca escrevi um roteiro, mas tem algo mais cru na atuação. Eu tentei assistir à alguns dos meus filmes sozinha em uma sala de exibição, mas o tempo todo eu estava pensando, “Você é um monstro. Você é terrível!”

Parece que toda vez que você fuma maconha, você fica realmente paranoica. Por que diabos você faz isso?

(risos) Uns dois anos atrás, eu vivi uma dessas experiências paranoicas e revolucionárias, não fumo maconha desde então. Eu estava, provavelmente, lembrando de todas as “brisasruins. Era um grande passatempo. Por alguma razão, eu tive mais experiências ruins do que boas, então eu achei que não deveria fumar mais. Eu nunca fui viciada em nada. Seria uma pessoa mais interessante se fosse viciada em analgésicos para dor.

No seu livro, você menciona que manteve um diário. O que você escreveu nele sobre perder a sua virgindade?

Eu apenas escrevi, “Quando eu vou perder a minha virgindade? Tipo assim, sério, quando vai acontecer? Como vai ser? Quanto tempo, a partir de quando vai ser tarde demais e eu vou ter que ser uma virgem para sempre porque não consegui perder até certa idade?” Eu me lembro de literalmente escrever, “Em certo ponto, vai acontecer, alguém vai estar em cima de mim e estaremos transando, mas eu, provavelmente, vou estar pensando nessa passagem do diário o tempo todo.” É um diário de metas.

Nós ouvimos falar que você já teve muitos sonhos sexuais. Qual foi o mais louco?

Ai, meu Deus, será que devo? Eu não quero nomear o ator, mas eu já sonhei com alguém que acho super assustador, mas outras pessoas podem achar totalmente atrativo. Eu já tive dois sonhos sexuais com ele, o que é realmente estranho. Eu acordei pensando, “Que diabos foi isso? Eu posso ter um sonho sexual com qualquer pessoa nesse mundo e esse foi o cara? Muito obrigada, subconsciente!”

Você é a favor ou contra fotos de pênis?

Ah, essa é uma pergunta traiçoeira. Não posso ser a favor, porque então vou receber várias fotos de pênis e não posso ser contra, porque também vou receber várias fotos de pênis. Apenas estarei preparando o terreno para o fracasso. Certa vez, uma amiga me disse que tinha ido à um show de comédia que mudou a sua perspectiva sobre isso. Esse cara disse, “Se você acha que é uma gostosa, mas não tem um pênis no seu celular, você precisa reconsiderar isso.” Eu acho que essa é uma maneira de recontextualizar.

Qual foi a música mais estranha que você escutou enquanto transava?

Lapdance, do N.E.R.D. Era muito óbvia e acabamos caindo na risada. É uma música muito sensual, no entanto, meio que… Começou a tocar no aleatório e estávamos tentando manter o clímax do momento. De repente, nos perguntamos, “Será que estamos em um videoclipe? O que está acontecendo?”

Por que você se sente tão inconfortável em fazer cenas sem roupa e beijando?

É tão mecânico, a ideia não é do ator em me beijar. Nós apenas temos que olhar um para o outro e dizer, “Certo, acho que vamos fazer isso agora.” Para mulheres, o fato de que alguém quer te beijar é uma parte empolgante. Se alguém está te beijando quando, na verdade, não quer, tira toda a diversão. Além disso, o departamento de maquiagem é encarregado pelas balas de hortelã. Por que o departamento de maquiagem?

Quanto você se relacionou com a sua personagem, de muita classe, no filme Amor Sem Escalas?

Eu me relacionei bastante, mas eu acho que porque ela é, provavelmente, a única pessoa do mundo mais tensa do que eu.

Como foi trabalhar com George Clooney?

Tudo que você quer que George Clooney seja, ele é. Eu estava nervosa em trabalhar com ele, mas ele foi muito acolhedor e flexível. Ele já deve estar acostumado a ter pessoas nervosas ao seu redor.

O seu novo filme, O Contador, lançou em outubro. O personagem de Ben Affleck é um autista com transtorno obsessivo-compulsivo. Como a condição dele afetou a forma de interpretar a sua personagem?

Ben e Gavin O’Connor, o diretor, fizeram muitas pesquisas para esse filme. Eles realmente entenderam a responsabilidade de retratar alguém com essa condição. Eu fiz a minha pesquisa por meio de leituras e estava preparada para interagir com o personagem de Ben de qualquer forma que ele decidisse interpretá-lo. O legal, para mim, foi interpretar a única pessoa do mundo desse personagem que o admirava. Ela não estava assustada, ela acha que ele é incrível. Já que o personagem de Ben era mais fechado, isso me obrigou a escutar mais, o que é a melhor coisa que você pode fazer como ator, de qualquer forma.

Você disse que cantar no Oscar do ano passado está uma das três experiências mais assustadoras que já viveu. Qual foi a a outra?

Uma foi quando fui no Letterman, porque nunca havia participado de um programa de entrevistas antes. “E se eu sentasse e começasse a gritar? E se o universo me engolisse?” Ele era assustador. Ele queria que eu cantasse Cups de A Escolha Perfeita e eu pensei, “Tudo bem, tudo que ele quiser, porque ele é tão mordaz e seu humor é tão ácido, que se ele não gostar de mim…” Depois, eu saí dali, corri para o meu hotel e esperei os próximos acontecimentos. Eu também fiquei no Twitter, enquanto assistia, o que é algo que nunca faria agora. É apenas o cenário perfeito para o desastre.

Vamos avançar um pouco: por que você tem tanto medo da morte?

É tipo aquela música: “Juro que não existe céu, mas oro para que não exista inferno.” Eu cresci frequentando a igreja e tinha um medo horrível de ir para o inferno. Meus pais diziam, “Claro que você não vai para o inferno. Você é uma garotinha. O que está pensando?” Será que eles não estavam pensando que, na igreja, eles basicamente diziam que qualquer pessoa que fizesse algo ruim iria queimar no fogo para sempre? Eu nem era católica, mas sim protestante. Eu acho que a geração passada ficou tão confusa com a culpa católica que decidiram se tornar episcopal. Eles pensavam, “Ah, os meus filhos vão amar a igreja.” No entanto, eles ainda leem o Antigo Testamento. Então, sim, eu acho que tenho medo de ser torturada para sempre. E se o inferno existir? Vou fazer algumas boas ações, por precaução.

Qual a semelhança entre a Anna de verdade e a que vemos na mídia?

(risos) Eu não sei. Ai, meu Deus, eu vou fazer tanto xixi depois dessa entrevista. Estava apenas pensando que se eu morresse e alguém conversasse com todos os meus amigos e conhecidos, lesse o meu diário e todas as coisas que eu já escrevi nele. Eu não acho que alguém saberia alguma coisa sobre mim. Não é o meu objetivo que todos do mundo me conheçam por completo.

Como foi ter o rosto todo melado de bolo no próximo filme Table 19? Você teria coragem de trazer uma briga de bolo para o quarto?

Eu amei ter bolo por todo o meu rosto. Eu até tweetei quando estava coberta de glacê e Lisa Krudov teve que tirar o meu cabelo melecado para longe do meu rosto. Eu estava vivendo um estranha fantasia dos anos 90. Mas sim, eu acho que comida no quarto seria apropriado demais, especialmente com glacê de baunilha. Chocolate eu não consigo entender. É muito estranho, parece fezes. No entanto, glacê de baunilha? Eu tô dentro. Eu estava tentando ser uma dama ao falar sobre fezes, mas eu não sou uma dama.

 Fonte: Playboy.

FOTOS

Anna Kendrick para a Playboy | Dezembro 2016

VÍDEO

20.11.2016
Anna Kendrick é capa de inverno da revista “Flare Magazine”
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Revista

ENTREVISTA

É um ensolarado dia em Los Angeles, e eu estou sentado em um sofá no Milk Studios, esperando Anna Kendrick terminar as fotos para a capa. A atriz está usando um vestido rosa da Louboutins. Em pouco tempo Kendrick se aproxima usando alguns acessórios excêntricos pequenos, pontiagudos que chega a ser engraçado e estranho. Estou prestes a descobrir o estilo de Kendrick.

Mas, primeiro, a obrigatória biografia. Kendrick foi nomeada ao Tony Awards ainda criança e estrelou o filme Camp, filme que ela estreou, no verão antes de completar o High School. Ela interpretou a garota de cabelo crespo Fritzi, o filme – uma comédia sobre um acampamento musical – teve um bilheteria bem ruim, mas serviu para desenvolver a cultura do teatro musical. Foi também de iniciativa de Kendrick dar vida a personagens bem ‘estranhos’. Seu primeiro salto aconteceu seis anos após Camp, em 2009 no drama, Up in The Air (Amor Sem Escalas), contracenando com George Clooney. Sua interpretação de Natalie Keener, que inventa um tipo de sistema para demitir funcionários por meio de videoconferência, mas que acaba chorando no ombro de Clooney. Por esse papel ela foi nomeada ao Oscar na categoria “Melhor atriz coadjuvante”. Ela não parou de trabalhar desde então, começou a trabalhar em uma série de filmes independentes (ela chegou a conhecer seu namorado, o cineasta britânico Ben Richardson, nos bastidores de Happy Christmas e Drinking Buddies) e em filmes em estúdio (Into the Woods, Pitch Perfect, Mike and Dave Need Weeding Dates). Agora ela está em cartaz com dois filmes: O contador que ela desempenho o papel de uma contadora junto a Ben Affleck e sucesso de bilheteria Trolls.

Em 15 de novembro, Kendrick apresentou seu trabalho mais pessoal: um livro de memórias, com um título bem peculiar, Scrappy Little Nobody (Touchstone, aproximadamente 90 reais). Ela narra sua passagem pelo teatro ao Barden Bellas, em principio, parece que existe um pouco de surpresas, isto é, além do fato de que o livro contém uma lista. (“Eu pensei que era interessante ter listas, então coloquei”, Kendrick contou sobre livro. “Mas minha editora estava como, ‘Você sabe, você não precisa colocar’”) é tentador Kendrick escrever com listas no livro porque ela é grande no twitter. Mas, como alguns dos seus melhores tweets – “Cooking for one sucks because no matter how much I portion it, I seem to end up wasting food. Also loneliness.” (Cozinhar para uma pessoa é ruim, porque não importa o quanto você faça na medida sempre aparenta que você está desperdiçando comida. Também a solidão).  Há profundidade em sua forma de escrever, mais profundamente nos capitulos que lidam com fama, sexo e sentimentos estranhos.

Quando Kendrick estava no primeiro grau, ela disse a sua mãe que ela era diferente das outras meninas: “É como se eu tivesse um coração diferente. As outras meninas tem um tipo de coração, e eu tenho um tipo diferente”. É uma linha bonita, muito possivelmente o melhor do livro, que também oferece mais percepções sobre Kendrick. Sim, Pitch Perfect 2 (A Escolha Perfeita 2) arrecadou US $286 milhões, mas ela ainda dirigi um Prius usado e usa sandálias da Dr. Scholl.

Kendrick cresceu na classe média do Maine; sua mãe era contadora e seu pai um professor substituto.  Depois de participar do teatro da comunidade, ela começou a viajar para Nova York para participar de audições. Naquele momento ela tinha 12 anos, e viajava seis horas para a cidade com seu irmão de 14 anos de idade, então seus pais não precisavam faltar ao trabalho. Durante seu primeiro show no teatro, foi necessário que ela se mudasse temporariamente para NYC com seu pai, como a situação econômica não estava fácil, seu pai teve que pedir que produtor do show que o pagamento fosse feito diariamente para mantê-los na cidade.

A vida em Los Angeles, para onde Kendrick mudou com 17 anos, foi igualmente econômica. Isso fez mudou quando ela começou a turnê promocional de seis meses para Up in the Air, e ela contou sobre isso capitulo mais pesado do livro. “Eu não queria escrever sobre Up in the Air”, falou Kendrick. “Eu sentia uma coisa vergonhosa”. Durante esse período, Kendrick estava viajando ao redor do mundo, ficando em hotéis chiques, usando roupas emprestadas e, ocasionalmente, voltava para casa para dormir em sua cama de solteiro no apartamento que dividia com duas colegas de quarto. (Uma vez que ela chegou a pedir a Paramount, responsável pelo filme, se poderia fica em hotéis mais baratos e ficar com a diferença. Mas o estúdio recusou). Apesar do sucesso do filme, ela estava quebrada e sob constante pressão por estar em “modo de mordomia”.

Kendrick acabou incluindo esse capitulo porque queria ser real sobre a fase difícil que pode existir em um ator “vida real e vida falsa”, mas ela percebeu que poderia enfrentar alguma reação de ‘rejeição de privilégios’. “Há tanta pessoas que estão no negocio por ser ultrajado” diz ela, referindo-se a fabrica 24/7 que é a mídia social. Ela que gosta do twitter, faz verdadeiras bombas em até 140 caracteres acabou contribuindo na escrita da Vogue que conseguiu conduzir o negócio do livro.

“O twitter só tem uma energia mais negativa (do que o Instagram), que eu me sinto em casa”, diz ela. Ela despachou – “Aquela coisa de você não ter raspado as pernas em um lugar que você decidiu esperar e ter uma cera, mas você não pode fazer o que quiser” e “Passei a manhã roendo as minhas unhas até ficarem tocos irregulares. Porque ninguém me contou sobre como iniciar um blog de estilo de vida?” – São desconfortavelmente genuínos. O fato de que você pode realmente imaginar Kendrick com as pernas peludas e unhas curtas e grossas diz muito sobre a sua legitimidade com toda garota.

Scrappy Little Nobody é uma verdadeira conversa o tempo todo, explorando temas que possam estar fora da mesa para outras estrelas do cinema milionário.  Como, ela pode não querer se tornar mãe: “Eu sinto que talvez o planeta vai explodir em 40 anos? Eu estou bem com isso, mas eu queria saber se isso vai acontecer antes de eu ter filho”.  E ela não ter fumado um montante insignificante das plantas daninhas. “Eu fiz pensar, ‘Oh, vai falar que é um problema?”, diz Kendrick. “Mas é algo que basicamente todos os comediantes falam abertamente.” Para registro ela adora falar alto e… assar? Não exatamente o material especial de depois da escola. “Concentrando-se na medição e a mistura é tudo que meu cérebro precisa fazer para ser feliz”, diz ela, depois de analisar e falar: “Foi como se meu cérebro fosse um frasco e está fosse a quantidade ideal”.

A vida sexual de Kendrick também está aberta para discussão, como evidenciado por um capitulo detalhado como ela perdeu a virgindade aos 19 anos, com assistência de um manual de sexo comprado em uma loja em West Hollywood. “Quero dizer que não foi, como bem gasto”, ela diz quando eu fico maravilhada com o fato de que ela comprou um livro de sexo usado. “Foi apenas urgente para que mim tinha que descobrir como ficar próxima das pessoas”.

Outra experiência que ela compartilha é um momento da sua vida quando ela estava obcecada com o número de caras que ela tinha dormido como e o que dizer quando solicitado a divulgá-lo. “Quando você tem 22, parece que há um ideal que você deveria inspirar, mas ninguém vai dizer o que é”, diz ela. “É completamente arbitraria, e algumas pessoas vão pensar que é a coisa certa e algumas pessoas vão pensar que é coisa errada”. Eu sugiro que está preocupação parece um pouco curiosa na idade de show como ‘Inside Amy Schumer’ e ‘Broad City’. “Uma mulher que celebra a ideia de sua melhor amiga atrelar um cara é apenas o céu” Kendrick imediatamente responde, referindo-se a um episódio de ‘Broad City’, antes de declarar-se uma devota de Dan Savage.

Estes são precisamente os tipos de comentários que Kendrick teve que se conter durante a divulgação de Up n the Air.  Durante seis longos meses difíceis, ela teve que vigiar cada palavra dela na frente de vários jornalistas e acabou falando algo estranho para pessoas aleatórias, de qualquer maneira, relacionando ao seu mais recente sonho de sexo ou seu medo da morte. “Ter que esconder partes escuras e estranhas da minha personalidade e empurrá-los para baixo por alguns meses, fiquei louca” diz ela. “Eu estava preocupada se deixaria as pessoas para baixo se eu alguma vez agisse como eu”.  Como se vê, agindo como Anna Kendrick – afetação zero, senso de humor ligeiramente torto – é o que a diferencia de outras belezas leves que Hollywood está cheia.

De volta à Milk Studios, está quase na hora de encerrar. Enquanto nós fomos conversando, esquadrão de glamour de Kendrick tem vindo a trabalhar no sentido inverso. Ela foi destituída, suas ondas subjugadas e sua maquiagem retirada cerca de 5.000 entalhes. Tudo o que resta são as unhas… por agora. “Eu vou me encontrar com um homem que é tipo, mesmo para mim, completo, e eu não quero assustá-lo com a moda”, Kendrick disse, examinando os dedos. Ela sorri. “Eu provavelmente vou arrancá-los no caminho.”

 

Fonte: Flare Magazine

 

FOTOS

Anna Kendrick para “Flare Magazine” | Inverno 2016

16.11.2016
Anna Kendrick abre o jogo sobre o seu novo livro
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Entrevista, Livro, Notícia

Anna Kendrick já está acostumada à vida sob holofotes.

Desde o seu papel como a amiga invejosa de Bella, a Jessica, na Saga Crepúsculo, ao seu filme com George Clooney, Amor Sem Escalas, até, por fim, ao lançamento da sua carreira musical como Becca em A Escolha Perfeita, a atriz passou boa parta de sua vida crescendo em frente às câmeras — e agora ela está pronta para contar ao mundo como foi isso.

No seu novo livro, Scrappy Little Nobody, que acabou de ser lançado, Anna conta tudo, desde as pessoas com quem contracenou até a forma com que lida com os repórteres, ela até mesmo compartilha um pouco dos seus planos para o futuro.

No entanto, antes do público colocar as mãos no livro, Anna conversou com o E! News e concedeu uma entrevista exclusiva sobre como ela espera que as pessoas reajam ao seu livro e como é ser rotulada como “alguém relacionável.”

“Eu acho que vai ser uma boa válvula de escape para pessoas que estão procurando se divertir em tempos sombrios,” a estrela de O Contador nos disse, garantindo que existem histórias embaraçosas de todas as etapas de sua vida que vão fazer com que os fãs deem boas gargalhadas.

Quanto ao que você pode esperar encontrar na leitura? Anna, surpreendentemente, contou algumas coisas sobre as pessoas com quem já contracenou.

“Eu mencionei o Chris Pine três vezes,” ela disse. “Eu o amo tanto.”

Chris não está sozinho, ela também fala sobre como foi trabalhar com Ben Affleck, Aubrey Plaza e sobre como foi beijar o Orlando Bloom.

“Eu queria que a Anna de 15 anos de idade percebesse que eu estava beijando o Legolas,” ela brincou ao contar que foi cuidadosa com o rosto dele, “Eu tive que ter certeza que não iria estragar o ganha pão dele.”

A atriz também contou como foi trabalhar com Zac Efron, à quem ela comparou com Charles Manson.

“Eu tenho um interesse mórbido pelo Charles Manson,” ela disse. “Sempre me perguntei o que tornava o Mason tão carismático. Até que eu conheci o Zac e entendi.”

“Sou grata pelo Zac não ter pedido à mim ou à ninguém para assassinar alguém por ele, porque eu provavelmente faria”, ela brincou.

Quanto à como ela se sente em relação à sua família descobrir os detalhes íntimos e menos engraçados da vida sexual? Ela tem tudo sob controle.

“Eu mandei, para os meus pais e o meu irmão, cópias com alguns bilhetinhos, indicando as partes que deveriam pular, para que não lessem nada que pudesse os traumatizar,” ela riu. “Eu enviei umas cópias especiais, com alguns capítulos de fora.”

Com os fãs, no entanto, ela ainda está se preparando mentalmente para quando a ficha cair.

“Tudo que está nesse livro eu tive que ter certeza que seria tranquilo para qualquer pessoa do mundo ser capaz de ler,” ela disse. “É uma daquelas coisas que, no papel, eu entendo, mas eu imagino que emocionalmente será surpreendente.”

Se você está preocupado com a possibilidade de Anna mudar o seu lado cômico e se tornar super séria — não precisa. O seu senso de humor negro ainda não foi à lugar nenhum, o que ela fez questão de nos lembrar quando a perguntamos sobre o porquê ela não quer ter filhos.

“Se eu tiver filhos, vai ser apenas outra criança que o seu filho vai ter que lutar quando a guerra pela água chegar,” a atriz disse. “O apocalipse zumbi está chegando e, com os meus genes, eu não acho que eles sobreviverão.”

“Ele serão a comida de alguém,” ela riu.

 Fonte: E! Online.

15.11.2016
Anna Kendrick é mais que “Scrappy Little Nobody”
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Entrevista, Livro

Ela foi indicada ao Oscar e agora se tornou escritora.

Atriz e nativa de Portland, Anna Kendrick está lançando o livro “Scrappy Little Nodody”, não é um livro de memorias, é mais como uma coleção de (levemente) editado e (levemente) conectado a ensaios sobre seu duro trabalho até chega a Broadway ainda criança, sua ida para Hollywood, e bastidores, incluindo seus pensamentos de beijar Chris Pine no set de Caminhos da Floresta. Há também algumas coisas sobre moda e reflexão sobe homens e sexo.

A responsável pela edição da Touchstone fez poucas mudanças, Kendrick disse, e incentivou alguns cortes, tais como a história sobre um professor que ela amava no Deering High. “Muito para minha consternação, minha editora era como ‘Essa história é chata e não vai a lugar nenhum’. Para mim, foi a mais encantadora história”. (Isso envolve sussurrando “Kosovo” que dará para recordar uma sugestão, e nós tínhamos que concorda que não chegaríamos a lugar nenhum).

Com o evento já esgotado, Anna Kendrick estará na Books-a-Million em Portland, dia 23 de novembro, e ela disse estar animada porque é onde ela tinha o costume de fazer suas compras de natal, voltando a quando era um limite. Ela pode ter sido nomeada ao Oscar, mas ela nós chamou cedo para essa entrevista, essa ‘Mainer’ não foi totalmente para Hollywood. Essa entrevista foi editada e condensada.

 

Muitas atrizes divertidas tiveram seus livros entre os mais vendidos nos últimos anos – Tiny Fey (“Bossypants”), Amy Poehler (“Yes Please”) e Mindy Kaling publicou dois de memórias, “Is Everyone Haging Out Without Me?” em 2011 e “Why not me?” em 2015. Todas as atrizes de comédia agora se sentem na obrigação de escrever um livro?

A diferença entre eu e Mindy Kaling é que ela cria, escreve e participa de seu próprio programa de televisão e o isso na verdade serve para a maioria dessas mulheres – Amy, Tina e Lena. Então eu não senti muito pressão em tentar competir com elas. Porque havia parte do meu cérebro que dizia “Eu não sou escritora, e eu não tenho que me preocupar sobre isso”. Mas a outra parte do cérebro ficava como “Você deve fazer isso o mais decente, e você mesma tem que escrever cada frase”. Por outro lado, eu sempre vou me sentir culpada.

Você escreveu cada palavra?

Eu estava tão paranoica de ser desmascarada por não ser uma verdadeira escritora.  Teve uma ou outra coisa que minha editora reescreveu. E que me fez meu estômago doer, porque eu não conseguia escrever ele. Eu também não escrevi os capítulos porque eu sou realmente ruim com isso. Eu me sinto que tenho que falar sobre isso.  Ao contrário dessas mulheres que lançam livros brilhantemente, eu não sou escritora.

Você chegou a mostrar alguma coisa para suas amigas comediantes que também são escritoras?

Não. Porque eu sou bem estranho em controlar. Eu ficava como, “Oh, talvez eu devesse mostrar isso a algum amigo que é talentoso e engraçado”. Mas eu era como “Você não pode mostrar isso para as pessoas que são talentosas e engraçadas, porque não está terminado e o que vão pensar sobre isso?” Mas na hora que realmente terminei já era. Então meu plano falhou.

Tem muita linguagem sem corte nesse livro, incluindo assunto como sexy, especificamente sobre o direito das mulheres ao prazer. Como sua família respondeu? Eles já leram isso?

Eu enviei para eles. Eu envie ao meu irmão uma copia quando e tive que escrever algumas páginas sobre meninos.

Como eles reagiram?

Eu apenas fiz um “x” em tudo. E escreve “Vá para qualquer página”.

E quanto ao namorado que você perdeu a virgindade, que tenta te deixar envergonhada por estar tão entusiasmada com sexo? (Ele diz a ela: “Você não tem que ser assim, pronta e disposta. Eu não vou falar que nós não estaríamos fazendo sexo, é apenas que nem sempre você deve tomar a frente”).

Eu penso que isso provavelmente é um subproduto da cultura masculina e feminina. Eu não acho que esse cara chegou a essa conclusão sobre como eu deveria me comportar. Ele pensava que era influenciável pela maneira que cresceu e foi exposto. Era mais complicado que “homens tentando fazer meninas se sentirem ruins por causa do sexo”.

Você encontra com muita contundência a terra. Verdade? Tem algo relacionada a você ser do Maine?

Seria impossível dizer se tem algo relacionado com o Maine ou não, porque você só tem uma infância. Eu acho que está relacionado com o que você se identifica. Eu sempre tenho flashes de pessoas verídicas de todos os lugares, desde a minha infância, e o que eles pensariam de qualquer tipo de comportamento diva, e eu sou como “Você tem que se manter no controle, cara. É como voltar para a casa no jantar de natal, sempre vai ter um primo para colocá-lo em uma  headlock. Isso sempre será como você pensa de si mesmo. Eu não consigo me imaginar em uma mundo onde eu deixe ir isso e acho que estou quente. Porque eu estive comigo.

Seu irmão Mike que teoricamente quer colocá-la em uma headlock?

Ele definitivamente é a voz na minha cabeça antes de ir a um talk show, dizendo “Não seja uma idiota”.

O Contador” que você é co-estrela de Bem Affleck, ainda está em cartaz. Qual será seu próximo trabalho agora?

Eu o fiz recentemente. Eu tenho para gravar “Pitch Perfect 3” por enquanto. As filmagens começaram em janeiro.

Conte-me sobre o que você fazia (e via) nos teatros em Portland antes de você ser famosa.

Honestamente, é era tão desfocada. Eu estive em uma milhão de produções. Acho que fiz shows no Lyric Theatre e em lugares menores, e em Brunswick no Maine State Music Garden. Eu tive algumas experiências formativas assistindo “Waiting for Godot”, “A Doll’s House” e qual uma peça onde alguém está enterrado na areia? “Dias felizes!” Meus pais me trouxeram para isso. Esse título soa tão familiar. Mas é uma peça (Samuel) Beckett que é horrível. Esta mulher está meio enterrada e contemplando o suicídio e então a cortina surge no segundo ato e ela está enterrada até o pescoço. Eu provavelmente tinha 9/10 anos. Eu acho que meus pais pensaram que seria bom. Não há peitoss ou qualquer coisa. Apenas uma mulher com uma crise existencial. Beckett para seus filhos.

Pergunta aleatória. Você viu “Crucible Cast Party” no “Saturday Night Live” em outubro? Você pode confirmar ou desmentir que é um retrato exato dos partidos de geeks do ensino médio em todos os lugares?

Eu definitivamente fui a uma dessas festas de fantasia em um top de lantejoulas e pensei que eu era o homem. E sim, era definitivamente uma daquelas festas onde as luzes estavam acesas e estávamos comendo batatas fritas e havia um rumor de que alguém estava indo trazer pot brownies. O que acabou por não ser verdade. Sim, esse esboço era estranho.

Você é faz muito auto-apagamento  em “Scrappy Little Nobody”. O que você tem de mais humilde?

Definitivamente não sou a mais humilde. Tanto que eu tentei evitar, tentei para me ter uma boa aparência. Este é o minha mais patética tentativa de ser honesto e dizer toda a verdade enquanto eu também tentar fazer um olhar fresco. Estou fora de brincadeiras. O meu cérebro está vazio agora.

 

Fonte: Portland Press Herald

 

 

 

15.11.2016
Anna Kendrick fala sobre a sua carreira como atriz
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Curiosidades, Entrevista, Filme, Notícia

Anna Kendrick sempre foi uma criança pequena com uma poderosa voz. Quando tinha seis anos, ela começou a se apresentar em um teatro comunitário e, aos doze anos, já tinha alcançado a Broadway, na qual foi nomeada ao prêmio Tony pelo seu papel no musical High Society.

Ela diz à apresentadora do programa Fresh Air, Terry Gross, “Eu sempre me perguntei se a minha voz era potente propositalmente — como um rugido para me afirmar em algum espaço no mundo.”

Agora, Kendrick está aplicando essa poderosa voz em um novo meio. O seu livro, Scrappy Little Nobody, é uma coleção de anedotas humoradas sobre a sua vida no estado do Maine e a sua transformação em uma artista. (A sua carreira cinematográfica incluem trabalhos como Trolls, A Escolha Perfeita 3 e Amor Sem Escalas, no qual foi nomeada ao Oscar).

Olhando para trás, Kendrick diz que não consegue se lembrar do tempo em que não levava a atuação à sério. “Eu não consigo te dizer o que, originalmente, me atraiu para esse meio artístico, porque é bem possível que, aos seis anos de idade, eu só quisesse chamar a atenção das pessoas,” ela diz. “Então, se transformou em algo realmente importante para mim… Se tornou a forma com que eu aprendia sobre mim mesma e sobre as outras pessoas.”

Sobre como ela conseguiu o papel de Natalie, uma executiva de uma empresa especialista em demissões, no filme Amor Sem Escalas.

Eu fiz uma audição. O bom e velho teste de elenco, acredita? Mas, após a audição, descobri que o diretor tinha escrito o papel para mim, depois de assistir à um filme independente que eu participei, chamado Rocket Science… No entanto, eu ainda tive que passar pelo processo de audição, porque era um filme com George Clooney, com um roteiro incrível e um ótimo estúdio, então eu acho que todas as garotas da notória cidade também fizeram esse teste. Mal sabia que, quando fiz o teste, já tinha a aprovação do diretor. Eu estava tentando chamar a atenção do estúdio, principalmente, para que eles contratassem alguém que não era famoso.

Sobre a roupa de negócios desconfortável que ela precisou vestir em Amor Sem Escalas.

Nós precisávamos fazê-la parecer muito elegante e expressiva, então eu usei uma cinta modeladora o tempo inteiro, além disso, precisava vestir essas blusas por dentro de uma saia muito apertada. E, a fim de manter as blusas esticadas, eles as costuravam à uma alça de velcro que ligava os dois lados entre as pernas. Então, eu sentia como se estivesse vestindo um collant e alguns escarpins desconfortáveis. Não eram os trajes mais relaxantes do mundo.

Sobre Cups, a sua música de A Escolha Perfeita que se tornou um sucesso.

Eu lembro que estava filmando outro filme independente, enquanto a música atingia o topo das paradas de sucesso, por assim dizer. Estava em New York, dormindo no chão de um porão de uma igreja em Harlem, a locação do filme, e, entre uma cena e outra, o meu empresário me enviava um email dizendo, “Essa música está agora entre as dez mais tocadas da Billboard.”

Ainda me lembro de ter imaginado todos os outros artistas que estavam nessa lista, promovendo a sua música no Good Morning America, gravando videoclipes e que deveriam estar pensando, “Que merda é essa? O que está acontecendo?”

Eu acho que essa continuará sendo uma das maiores surpresas da minha carreira. Foi incrível e encantador, o fato de que isso aconteceu — tão naturalmente — também foi tão incrível.

Sobre como o Antigo Testamento a assustava quando criança.

Quando criança, você escuta essas passagens do Antigo Testamento e fica aterrorizada enquanto absorve tudo aquilo. Então, eu me lembro que os meus pais ficaram muito chocados quando eu disse que estava com medo de ir para o inferno, porque éramos da Igreja Episcopal e eles achavam que tinham me inserido em uma atmosfera religiosa calorosa. No entanto, não tinham considerado o fato de que eu, obviamente, não conseguia filtrar tudo que escutava sobre o Antigo Testamento.

Eu lembro que tinha uma passagem assim, É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” E, naquele momento, porque… Eu e meu irmão tínhamos os nossos próprios quartos e tínhamos uma garagem, eu pensei, “Isso somos nós. Nós somos ricos e precisamos doar tudo que temos, senão a minha família vai para o inferno.”

Minha mãe riu do meu pensamento de que éramos ricos e explicou que tudo iria ficar bem. No entanto, eu não conseguia me conformar: “Mas está escrito! Está escrito bem aqui!” Então, quando criança, eu acho que você tem total consciência sobre o que a Bíblia lhe diz e, ao contrário dos seus pais, ainda não escolheu quais partes irá levar ao pé da letra.

Fonte: NPR.

14.11.2016
Anna Kendrick fala sobre “Scrappy Little Nobody”
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Entrevista, Livro, Notícia

Anna Kendrick não gosta muito de ser entrevistada. Você não conseguiria perceber isso pela sua voz, que é amigável e espevitada, ou pelas suas respostas, que são atenciosas e envolventes. Na verdade, apesar de ninguém ter a ilusão de que atores gostam de conceder entrevistas, não temos como dizer que Kendrick odeia todo esse processo, exceto por um pequeno detalhe — ela menciona isso em seu livro, Scrappy Little Nobody.

“Acabamos de nos conhecer!” Kendrick confessa no seu livro de memórias. “Eu teria que ser louca para ficar ‘animada’ em conversar com um estranho sobre mim mesma, sabendo que eles planejam fazer com que todas as minhas palavras estejam disponíveis para todos os outros humanos do planeta.”

Ela também menciona querer mastigar o seu braço fora ao pensar em ter que fazer isso. Eca.

“O quê? Eu não sei do que você está falando,” Kendrick inocentemente provoca, quando essa passagem do livro é mencionada. “Na verdade, esse é o meu objetivo, deixar os jornalistas nervosos.”

Missão realizada com sucesso.

Scrappy Little Nobody é repleto de anedotas pontualmente precisas e autodepreciativas — está claro que Kendrick não quer ser levada muito a sério. ( “Nossa. Será que agora, na minha página do Wikipédia, vai estar escrito autora? Isso vai fazer com que eu pareça tão (beep).”) Promover um filme é completamente diferente do que promover um livro.

“Não importa o tipo de divulgação que está fazendo, é quase um exercício narcisista. Você começa a odiar o som da sua própria voz e quer conversar sobre qualquer coisa, menos sobre si mesma, e é a partir daí que começa a falar sobre o filme,” Kendrick disse, explicando como promover Scrappy é até mesmo pior do que promover um filme. “É incrível a rapidez com que fico entediada com esse tópico. Eu, definitivamente, acho que levo para o lado pessoal mais rapidamente. Talvez seja pelo fato de que, se estiver promovendo um filme e alguém me perguntar sobre o meu primeiro namorado, posso responder, ‘Isso não é da sua conta.’ No entanto, agora eu acho que tenho que entrar no assunto. E a culpa é minha.”

Scrappy começa com Kendrick convidando o leitor a entrar dentro da sua mente e adverte que “a loucura quer sair.” Ela não deixa nenhum assunto de fora, desde a sua infância precoce, namoros, até a sua nomeação ao Oscar. Ela diz que a sua parte preferida das premiações é quando chega em casa e come macarrão com queijo, troca seu traje por um moletom, mas continua com as joias. Ela coloca um episódio de 30 Rock (alguns de seus favoritos incluem o episódio Jackie Jormp-Jomp ou “qualquer um com Devon Banks”). Exceto os diamantes de milhares de dólares, ela parece bem normal.

Isso não significa que Kendrick não toca em assuntos mais pesados. Um dos seus mais sinceros conselhos em Scrappy Little Nobody é uma desconstrução da palavra “agradável”, sugerindo que ela prefere almejar qualidades como intensa, forte ou inteligente.

“Na verdade, eu acabei de sair de uma reunião sobre um filme, eu disse à entrevistadora que alguém que eu conhecia a havia descrito como agradável e ela meio que revirou os olhos,” ela disse. “Na mesma hora eu disse, ‘Ai, meu Deus, é exatamente assim que eu me sinto!’ É uma das afirmações mais genéricas. Apenas significa que alguém é tolerável. É uma daquelas palavras que não significam nada. Eu sinto como se tivesse que lutar contra isso para conseguir o que eu quero. Tendo em vista que pedir o que você quer não é visto como agradável, o que é tão bizarro. Porque, na teoria, isso significa que pessoas agradáveis — principalmente mulheres agradáveis — não precisam de nada, não querem nada. ‘Estou bem. Estou bem.’ Então alguma vezes eu penso, ‘Eu acho que você está confundindo ser agradável com ser pouco exigente.’ E eu, definitivamente, não sou pouco exigente. Eu tenho tudo o que eu quero.”

Nem agradabilidade ou pouca exigência tornaria o processo de escrever um livro mais fácil para Kendrick. Uma amante declarada de estruturas e regras, ela teve que criar um sistema para conseguir terminar o trabalho. Por quarenta e cinco dias, ela se trancou na sua casa com uma autoimposição de escrever, pelo menos, duas mil palavras por dia. O resultado? Oito laudas por dia, por quarenta e cinco dias.

“Não vou mentir para você, foi, realmente, muito difícil,”  Kendrick disse.

Outro aspecto que ela precisou se acostumar foi com a natureza solitária da escrita. Após anos no cinema, sendo constantemente cercada por outros na construção da sua arte, escrever sozinha pareceu um pouco maluco.

“Houve dias em que eu pensei, ‘Ai, meu Deus, eu não consigo acreditar que não estou cercada por um um supervisor de roteiro detalhista ou um cara suado que cuida do microfone,” Kendrick disse. “Eu tive a oportunidade de ficar na minha casa e criar algo sozinha. Algumas vezes isso parecia ser ótimo. E outras, eu pensava, ‘Eu vou colocar fogo em mim mesma.'”

Kendrick também admitiu ter sido um pouco paranoica na questão de mostrar à outras pessoas algumas páginas antes de ter terminado completamente, uma decisão que, se pudesse fazer tudo de novo, mudaria. (Ou se fosse escrever outro livro. Mas podem esperar sentados — ela está convencida de que para ser uma escritora é preciso ser “clinicamente louca”).

“Eu não recebi muitas contribuições externas e eu queria que tivesse, só assim eu não ficaria conversando demais na minha cabeça, porque eu penso demais — não sei se já deu para perceber,” ela disse. “Eu acho que isso teria me ajudado. Quando preciso tomar decisões, definitivamente, me torno um monstro do pensamento excessivo.”

Talvez tenha sido melhor ela não ter recebido conselhos. No livro, Kendrick confessa, logo de cara, que a sua mãe queria que ela incluísse mais anedotas que mostrassem o seu lado bom, mas, até mesmo com uma arma metaforicamente apontada para sua cabeça, ela não compartilharia essas histórias.

“Não, eu, literalmente, não posso te contar, porque isso faria com que eu parecesse… Porque, eu sei que, ao menos uma ou duas vezes, alguém faz algo angelical, altruísta e fofo na vida, mas quando você diz isso em voz alta soa tão patético e presunçoso,” Kendrick disse. “Eu ficaria envergonhada se tivesse que dizer, ‘Então, teve esse dia que eu fui a criatura mais incrível e generosa.’ Eu tentei pensar em uma forma de exemplificar no livro, sem parecer uma idiota, mas simplesmente não consegui. Toda vez que eu tentava escrever uma dessas histórias eu acabava achando muito esquisito.'”

No entanto, por baixo de toda essa autodepreciação e anedotas sobre a vida de celebridade e, apesar de Kendrick ter se recusado a seguir o conselho de sua mãe, família é a essência de Scrappy Little Nobody. Kendrick está esperando a opinião de um membro da família em particular: o seu irmão, Mike, à quem o livro é dedicado. Dois anos mais velho que ela, ele serviu de inspiração para o título do livro, a levou para testes de elenco em New York e ofereceu-a sua primeira cerveja. Kendrick disse que apenas recentemente o enviou uma cópia do livro (com alguns capítulos destacados), mas ainda não obteve resposta.

“Eu falo tanto sobre ele, ele provavelmente irá amar,” ela brincou. “Aquele idiota.”

Fonte: Redeye.

12.11.2016
Anna Kendrick concede entrevista para “Advocate”
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Entrevista

A estrela de A Escolha Perfeita, Anna Kendrick, se declara como fabulosamente imperfeita em seu livro de memórias, Scrappy Little Nobody, que será lançado no dia 15 de novembro. Mas, quando se trata de seu apoio à comunidade LGBT, a atriz indicada ao Oscar é totalmente incrível.

Depois de ler o seu novo livro de memórias, sinto que somos melhores amigos. Isso é estranho?

É estranho. No começo eu estava apenas falando sozinha e agora eu estou percebendo que eu posso entrar em um lugar onde estranhos sabem detalhes realmente íntimos sobre minha vida. Merda! Mas é minha culpa, então eu tenho que superar isso.

O livro tem um tema relacionável “Estrelas: Elas são como nós!” Era esse o seu objetivo?

Meu editor pode ter tido objetivos diferentes, mas meus objetivos eram torná-lo divertido e engraçado. Além disso, meu objetivo maior, que pode ter sido muito alto, era dizer algo honesto e talvez um pouco corajoso que poderia trazer conforto para outras pessoas.

Por que não há um capítulo sobre você se tornar um ícone gay?

Eu sou tão hetéro, cis, tenho cara de chata, então eu amo que isso possa ser mesmo um pouco verdade. A idéia que eu esteja ressoando outras pessoas que já se sentiram como estranhos é a coisa mais legal.

Após Camp e A Escolha Perfeita você estrelou em Os últimos 5 anos e Caminhos da Floresta. Faça mais filmes musicais e, basicamente, você será Bette Midler.

Isso é, literalmente, meu sonho, então não me ameace com isso. Na verdade eu estava ouvindo Experience the Divine.

Quando você se deu conta da platéia LGBT?

Bem, eu estive na Broadway aos 12 anos, então… (risos) Anos mais tarde, quando eu me estabeleci em L.A., eu morava em West Hollywood, onde eu era uma mini celebridade por causa de Camp. Eu estava basicamente neste filme que ninguém tinha visto – exceto todos em West Hollywood. Foi onde eu conheci alguns dos meus mais antigos e verdadeiros amigos.

Em resposta a um fã que acreditava que ele poderia se tornar seu melhor amigo, você twittou uma vez, “Se você é um cara gay, essa merda é provavelmente verdadeira.”

Eu nem percebi isso, mas então eu penso nos meus dez amigos mais próximos, do sexo masculino e feminino, e sinceramente, eles são todos gays. Pessoas gays sempre estiveram na minha vida. Lembro de meus pais terem que me dizer, quando eu era uma criança, que havia pessoas, como algumas em nossa igreja, que se opunham à homossexualidade. Eu ficava tipo, “Espere, então eles são idiotas, certo?”.

Mais de 13 anos após seu lançamento, você ainda ouve falar de muitos fãs de Camp?

Eu ouço. Se as pessoas viram esse filme, querem mencioná-lo como o oposto a algo mais atual. Os fãs de Camp vão deixar você saber que eles são fãs Camp, o que eu não poderia amar mais.

Você escreveu em seu capítulo sobre Camp que você minimizou a ambiguidade sexual da seu personagem Fritzi por causa de suas próprias inseguranças de 16 anos. Olhando para trás, você a vê como uma lésbica?

Ah, sim. Grande momento. E agora eu estaria tão animada para interpretar uma menina lésbica e louca que lava roupas íntimas de outra menina à mão. Eu subestimei o quanto as pessoas iriam abraçar e encontrar o humor nisso.

Você teve conversas com o diretor Todd Graff sobre a sexualidade da personagem?

Acho que nunca discutimos isso. Minha abordagem sobre a sua sexualidade foi apenas ignorar o óbvio, sendo honesta. Eu pensei que, enquanto eu não defini-la em voz alta, poderia ser qualquer coisa. Não era nem que Fritzi pudesse ser gay, eu estava mais apostando em alguém que claramente não retribuía aqueles sentimentos. Você se esforça tanto naquela idade para não se parecer com essa pessoa, mas então eu estava fazendo isso em um filme.

Se você fosse interpretar outra lésbica, quem você escolheria para ser o seu interesse romântico?

Nossa! Essa é uma pergunta capciosa. Tem um grupo de fãs que torcem por Beca e Chloe, a minha personagem e da Brittany Snow em A Escolha Perfeita, então eu acho que seria quase uma traição se não escolhesse a Brittany. Nossos personagens estão, praticamente, em um relacionamento lésbico. Até o que sabemos, elas são secretamente apaixonadas. Nós até brincamos dizendo que no terceiro filme teremos cenas muito intensas e passionais entre as duas. Uma pena que ainda precisamos da nossa classificação etária para maiores de 13 anos.

A sua química com Brittany em A Escolha Perfeita 2 garantiu um prêmio no Teen Choice Award. Beca e Chloe até têm uma hashtag própria. Você está, basicamente, dando aquilo que os fãs de #BeChloe querem?

Se as pessoas não achassem isso fofo, não exploraríamos essa química ainda mais em A Escolha perfeita 2. Quanto mais nos divertimos com isso, mais as pessoas gostam de assistir.

Você já flertou com outras famosas nas redes sociais, além de ter expressado um certo fascínio por atrizes como Blake Lively e Emily Blunt. Você é suscetível à atração por mulheres?

Sim. É divertido, não é? Não consigo imaginar como isso se manifesta em homens héteros com atração por homens, mas quando mulheres se atraem por outras eu sinto como se fosse esse amor de adolescente, difícil de explicar. Não é uma atração de adulto, mas não é puramente platônica também.

Nas redes sociais, muitas mulheres falam que são atraídas por você.

É lisonjeador. Se um cara quer transar com você, é tipo, parabéns, você tem uma vagina e pulso. Mas se uma garota quer transar comigo, eu, na verdade, me sinto muito bem com isso.

No jantar de Ação de Graças do ano passado, você estava com um grande grupo de mulheres assumidamente lésbicas. Qual a história por trás disso?

Sim, eu acho que, talvez, tinha uma hétero ali, mas eu nem pensei nisso naquele momento. Como eu disso, meus amigos mais próximos são homens e mulheres gays. Se estou em u  janta de Ação de Graças com a minha família, provavelmente, terão menos lésbicas e isso me deixa um pouco triste.

Courtney, a personagem que você deu voz na inovadora animação ParaNorman tem uma queda enorme no Mitch, um atleta bobão, que, por fim, revela-se gay. Você já imaginava que isso provocaria muitas controvérsia?

Eu achei que seria um marco para o filme ter o primeiro personagem abertamente gay em uma animação convencional. Foi muito fofo, então eu imaginei que muitas pessoas respoderiam positivamente. Foi uma maneira tão bonita e inocente de normalizar as pessoas gays.

Você já se apaixonou por um cara gay?

Uma vez, na minha juventude. Sou tão feliz por hoje conseguir achar um cara bonito, perceber que ele é gay e, então, desligar essa paixão como se fosse um interruptor. Seria tão frustrante e desapontador ter sentimentos não correspondidos por alguém com uma orientação sexual diferente.

Você dá voz à princesa troll, na nova animação Trolls. Existem algum troll gay?

Eu acho que não. Não existe nenhum indicador, mas o troll de James Corden tem um lado sensível bem aflorado.

É importante salientar que o seu companheiro de elenco, Justin Timberlake, fez um cover de True Colors, um hino LGBT, para a trilha sonora de Trolls.

Sim, temos muita consciência do que essa música significa e representa, fomos muito cautelosos e comprometidos em dar o nosso melhor, para homenagearmos isso e não nos desviarmos de algum jeito repreensível. No filme, a música foi usada em um momento que diz muito sobre autoaceitação.

Você vinculou a sua imagem com o Trevor Project, além de ter usado o Twitter para apoiar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, celebrou quando Ellen Page assumiu a sua sexualidade e criticou Jelly Belly pelas suas doações anti-transgêneros. Por que você se dedica tanto às causas LGBT?

Você nunca sabe o quão grande é a sua influência, mas eu tenho a consciência de ter muitos seguidores jovens que eu possa, talvez, inspirar. Algumas vezes eu sinto que não deveria dizer nada, porque não sei o suficiente sobre um assunto em particular, como o conflito na Síria, mas as questões LGBT são mais fáceis, para mim. Elas parecem ser complicadas para muitas pessoas e isso é insano.

Você sente a responsabilidade de ser um bom exemplo?

Em geral, eu não sinto muita responsabilidade. Eu tenho poucas expectativas para mim mesma.

Você também já se mostrou uma grande fã de RuPaul’s Drag Race. Qual seria a sua dica para uma drag queen que escolha te personificar?

Ah, não! Até eu ficaria desapontada se visse uma drag queen vestida como eu!

Fonte: Advocate.

11.11.2016
Anna Kendrick concede entrevista para “Los Angeles Magazine”
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Entrevista

Anna Kendrick tem vários sentimentos sobre Taco Bell, Emily Ratajkowski e Padarias Sensuais.

A atriz está cotada a ser um best-seller com sua coletânea de dizeres com muito humor.

Uma quase onipresença pode ser uma sentença de morte até mesmo para celebridades ganhadoras (estamos falando de você, Anne Hathaway). Mas onipresença ainda há de trair Anna Kendrick. A atriz indicada ao Tony Awards e ao Oscar, de 31 anos, mudou-se para LA do Maine quando ainda era adolescente, no último ano esteve em 6 filmes, 5 vezes mais que em 2003. Seus tweets em que ela ri de si mesma, tornaram-se uma lenda, e toda entrevista que ela dá só mostra mais que Anna Kendrick é gente como a gente. (Ela sobreviveu comendo somente sorvete de coco e salgadinhos durante os primeiros meses em LA, assim como você provavelmente.)

Tal simpatia, só pode trazer coisas boas para essa primeira coleção de dizeres, Scrappy Little Nobody (lançamento em 15 de novembro nos EUA), pelos quais ela conta histórias de sua vida sexual, carreira, altos e baixos, e seu passado em LA. O livro mostra como ela cresceu na rede social, e ao mesmo tempo que ela conta de tudo (é sobre a minha vida toda, ela sussurra) não conta de tudo não. Aqui ela fala sobre sua fantasia em um grupo de A Capella e tudo sobre os nachos do Taco Bell.

 

ENTREVISTA

Trilha sonora para um filme falando da sua vida:

Casa de Tijolos (Brick House)

O que?

Sem hesitação

Porquê então?

Você sabe aqueles CD com uma coMpilação que são usados em propagandas de TV? Eu comprei “Pure Funk”, e uma das primeiras músicas era “Brick House”. Eu fiquei tipo, “esse é o melhor pedaço de música que vou ouvir na vida, e eu quero que esse seja o tema da minha vida imediatamente, mesmo que a música fale de alguém completamente o oposto de mim: uma mulher voluptuosa, forte, atlética e que provavelmente não é branca. Mas no meu coração eu me sinto com uma casa de tijolos.

No seu livro, você fala que se atuar não tivesse dado certo, você provavelmente seria uma estrela pornô hipócrita. Qual seria seu nome de trabalho?

De acordo com o jogo – o nome do seu primeiro animal de estimação e a rua que você cresceu – eu seria Pixie Fuller. É um nome um pouco pesado, por isso funcionaria.

Você cozinha. Uma sobremesa que melhor representa LA?

Um bolo princesa sueca.

Alguém assiste “The Great British Bake Off”.

Eu assisto sim, mas eu fiz o bolo princesa sueca antes do programa, eu tinha uns 21 ou 22 anos.

Isso é incrível!

Foi uma das coisas mais difíceis que fiz na vida, eu acho.

Porque LA é como este bolo?

Porque é tipo uma esponja super leve com um creme super leve também e um pouco de geleia de frutas. É açúcar em cima de açúcar, em cima de açúcar. Não tem nenhum ingrediente diferente disso no bolo – tipo, não tem como dizer que o sabor de amêndoas em um marzipã corta o sabor do açúcar? Porque é puro açúcar também.

Nome de uma confeitaria em LA que um publicitário jamais aprovaria?

Estamos indo então para uma conversa de duplo sentido?

Sempre.

Ok, entendi. Quando eu cozinhava bastante, teve um tweet que eu pensei, onde as páginas do meu livro de receitas estavam grudadas, porque quando você cozinha você deixa tudo sujo. Eu fiquei tipo, oh, isso que os homens pensam sobre as revistas pornográficas. Ninguém achou graça, só eu. Então pensei, ” eu curto tanto confeitaria que as páginas do meu livro de receitas estão grudadas.”? É aquele tipo de piada que você precisa explicar, e esse é o melhor tipo de comédia.

Um resumo da sua vida em forma musical estréia hoje no Pantages. Como se chama?

Mudança vertical. Ou Matinê em cinema ao ar livre.

Matinê em cinema ao ar livre?

Calma, calma, calma…Quando eu tinha nove anos, eu imaginei que se um dia eu lançasse um CD com músicas Indie Rock, se chamaria assim – porque você não poderia ir a uma Matinê em um Cinema ao Ar Livre. Eu achei que estava sendo muito esperta.

Quem interpretaria você?

James Marsden, porque eu tenho um desejo sujo em ver ele com salto alto. Isso é estranho? Ele despertou algo assim em alguma outra pessoa?

Em mim, quando ele fez HairSpray. Por isso eu te entendo. 4 pessoas que você recrutaria para um grupo ACapella?

Adam Lambert, que foi um dos meus primeiros amigos em LA. Ele fez minha maquiagem na noite que a gente se conheceu. E cinco anos depois eu descobri que ele cantava. Deixa comigo, eu não sabia disso. Steve Martin parece ser muito musical, e nós devemos ter alguém com teorias musicais. Kelley Jakle, que é uma das heroínas de Pitch Perfect. Ela sempre sabe a parte de todo mundo, por isso ela faria todo o trabalho desse tipo. E talvez, Emily Rarararara…?

Ratajkowski? A modelo?

Sim, a modelo que eu fico nervosa em falar o sobrenome. Eu não sei nem se ela canta, mas se nosso grupo passasse por um acidente de trem, ela ficaria em cima do palco, em um saco de lixo ou uma caixa de papelão, gritando “isso é muito divertido, eu estou amando.”

Alguma celebridade que você trabalhou que você gostaria que fizesse uma serenata pra você?

Rebel Wilson, com certeza! Eu já ouvi muita gente com técnicas musicaIs muito boas na minha vida, e tem vezes que você simplesmente quer uma australiana apaixonada que jogue coisas como um tom ou uma nota para dentro da janela em favor de uma emoção. Não é que ela não saiba cantar, é porque ela não deixa que a mensagem fique no meio do caminho.

Você ama Taco Bell. E também Ariana Grande. Nachos BellGrande ou Ariana Grande?

Eu cometi diversos homicídios para deixar certos itens do menu do Taco Bell no mundo. Mas. Comer Nachos enquanto dirigia: arriscado. Comer Nachos em casa: solitário. Ariana Grande: sempre perfeita. Portanto Ariana Grande, e eu vou continuar com o meu Gordita Crunch. É a comida perfeita, pois tem todas as texturas.

Um personagem Disney que seria o menos chato paparazzo?

O gato Robin Hood, o qual é estranhamente lindo. Ele é mais atraente que o Príncipe Eric. Ele seria super charmoso, e eu ficaria tipo: “oh Robin Hood seu gato, todos os outros te deram um nome terrível. Você é um dos bonzinhos, não?”

 

Fonte: Los Angeles Magazine