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Em seu novo livro, Anna Kendrick fala sobre sua vida pessoal

Ultimamente, diversas mulheres inteligentes e engraçadas estão escrevendo livros sobre suas vidas. Livros como “Yes, please” de Amy Poehler, “Is everyone handing out with me? (And other concerns)” de Mindy Kaling, “Not that kind of girl: A young woman tells you what she’s ‘Learned’” de Lena Dunham e claro o best-seller de Tina Fey, “Bossypants”. Você pode adicionar mais um destes na sua estante. A atriz Anna Kendrick, que com seus 31 anos de idade, escreveu “Scrappy Little Nobody”, uma série de dizeres inusitados autobiográficos sobre sua infância em Maine, namorados, sexo e seu estranho hábito de mencionar sua vagina durante entrevistas pelo telefone. Kendrick, mais conhecida por seus papéis em filmes como Up in The Air, Pitch Perfect e The Accountant, esteve no centro de eventos Back Bay falando sobre o livro. Nós falamos com ela recentemente pelo telefone:

ENTREVISTA

Você conquistou muita coisa com tão pouca idade e você é do Maine. Cada um é de um lugar diferente, mas Maine é um estado rural enorme.

Eu tive sorte, pois pude crescer em Portland, onde a maioria das pessoas considera uma cidade pequena, mas na verdade é muito rica culturalmente. Isso foi algo que eu não apreciava até eu ficar mais velha e sair da cidade. Conheci cidades onde filmei ou somente visitei que são 5 ou 10 vezes maior que Portland, mas não há nada nelas. Somente alguns shoppings pequenos e um cinema. Eu não sabia a sorte que eu tinha em crescer em uma cidade com dois cinemas de filmes independentes, uma locadora de filmes independentes e uma companhia de palco conhecida mundialmente. Eu vi a produção de “Casa de bonecas” na Portland Stage Company quando eu era bem pequena e isso teve uma grande influência em mim.

Vamos falar da sua motivação para escrever o livro. Eu tenho uma filha de 16 anos que vai gostar muito dele. Você tem um público-alvo que pretende atingir?

Eu não tinha. Eu tentei me lembrar que pessoas de todos os lugares do mundo e diferentes opiniões são interessadas em emoções complicadas e pensamentos formados e isso foi algo que eu quis deixar claro pra mim mesma, por isso eu não quis pensar em somente um público. Se você tenta escrever cada parte do livro de uma forma que não possa ser mal interpretado, você vai acabar escrevendo um caso de polícia da sua vida e eu sabia que se fosse assim, ninguém iria se interessar. Tem uma parte do livro onde eu escrevo sobre padrões de duplo sentido sexualmente falando e isso foi algo que eu guardei apesar do fato de ter me deixado um pouco nervosa para falar disso. Eu coloquei no livro porque eu estive pensando: “eu queria que quando eu estava com 19 anos alguém me dissesse isso.”

Algumas coisa sobre seu ex namorado e experiências sexuais são engraçadas e relacionadas, mas você também se mostra uma pessoa não tanto sofisticada e não tão esperta. Teve alguma parte de você que não quis revelar tanto assim da sua vida?

A parte sexual eu não escrevi intencionalmente. É que foram coisas que aconteceram de verdade comigo que eu tive que lidar. Toda vez que estou lendo ou assistindo algo que foi documentado seja qual for o assunto, eu quero honestidade. Não tem nenhuma parte de mim que lê o livro de Lena Dunham e pensa: “Meu Deus, um pouco de exagero aqui, amiga.” Eu não iria ler se eu fosse contra isso tudo.

Você deixa claro que várias crianças artistas são estranhas e acabam se perdendo, mas você era uma destas crianças (Kendrick tinha 12 anos quando ela participou de High Society na Broadway) e você parece ser uma pessoa pé no chão. Qual a diferença?

A verdade é que eu não sei. Existem tantas pessoas doidas, perdidas no mundo, e eu não sei se a categoria criança-artista faz delas loucas. Muito disso tudo tem a ver com valores familiares, em quem você é e não tem a ver sobre suas conquistas na sua carreira antes dos 18 anos.

Você tem um pouco de complexo por ser pequena, com uma aparência de menina. Em uma parte do livro você se descreve como “uma pequena anêmica”. Sua aparência a fez ser mais agressiva?

É possível que seja o inverso da coisa, onde garotas muito altas se inclinem e se tornem invisíveis.

Falando em ex-namorados agora, eu acho que você foi bem justa. Algum deles leu o livro e falou alguma coisa?

Eu mandei algumas partes para alguns e outros eu não tenho mais contato. Basicamente, qualquer um que está pelo menos um pouco ainda na minha vida ou no meu círculo de pessoas, eu quis que lesse antes de publicar. Os que não tenho contato, só espero não encontrar.

Você escreveu que sua indicação para o Oscar pelo filme “Up in the air” foi ótima, mas a Saga Crepúsculo foi o que realmente pagou suas contas. Talvez não seja surpresa que filmes aclamados pela crítica seja uma coisa e filmes mais comerciais seja outra.

A Saga Crepúsculo pagou minhas contas, pois foram 4 filmes e eu fiz todos. Eles simplesmente me contratavam. As pessoas não entendem que eu sou paga para fazer o filme e durante um ano continuo sendo paga e então eu promovo ainda por mais 6 meses. Eu somente tive um contracheque e isso foi 1 ano e meio atrás. Por isso a Saga Crepúsculo me salvou por ser algo que fiz durante bastante tempo.

Estamos super felizes por Ben Affleck estar aqui em Boston. Como foi trabalhar com ele em The Accountant?

O primeiro dia de gravação com ele foi o dia depois do Super Bowl (entre The Patriots e Seahawks). Eu sou de New England, por isso sou Patriots de coração, mas foi um jogo muito estressante. Eu estava no bar do hotel enlouquecida não só porque eu queria que os Patriots ganhassem, mas porque também se eles não ganhassem, meu primeiro dia no set com o famoso Ben Affleck seria miserável. Felizmente eles ganharam e ele veio com muito bom humor. Foi um primeiro dia de trabalho muito feliz pra mim.

FONTE: Boston Globe

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