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Melhor fonte sobre a atriz Anna Kendrick

02.12.2016
Anna fala de seu livro “Scrappy Little Nobody”
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Notícia

Cantora, atriz e agora autora de um livro, Anna Kendrick esteve no palco na sexta-feira, 18, a noite com a psicóloga e professora, Angela Duckworth. A noite foi cheia de risadas e motivações e também Penn certamente sentiu falta da Anna quando ela deixou o local.

A noite certamente começou com destaques. Não só pela audiência ter adorado após Duckworth falar sobre ser “Twi Prof” – se referindo ao filme Twilight, o qual Kendrick participa – e completou dizendo que ela viu todas as premieres dos filmes da Saga a meia noite.
A discussão passou então para falar sobre o livro de Anna, “Scrappy Little Nobody”, após Duckworth expressar o interesse em saber de onde Anna teve a ideia do título.
A parte “little” que significa “pequena” veio porque Kendrick não admitia sua altura (ela mede 1,57m) que é considerada “petit”. A parte “scrappy” veio de um apelido que um amigo deu a ela por ela trabalhar tanto para conseguiu um dos papéis mais desejados em Hollywood.
O “nobody” foi com relação a tentar homenagear a pessoas que se sentem às vezes uma “ninguém”, Kendrick diz. “Esse é o tipo de pessoa que você deve se espelhar. Essa é a pessoa que você deve homenagear.”
Kendrick dedicou seu livro ao seu irmão, o qual sempre a lembra como era a sua vida antes da fama.
A cantora lembra de seu irmão dizendo a ela, “você ainda é uma pessoa estranha – só que hoje em dia recebe mais emails”.
A conversa continua, falando agora de seu caminho até a mudança para Hollywood para realizar seu sonho de virar uma atriz. Kendrick falou como ficou nervosa em não ter um plano B enquanto todos os seus amigos na época estavam indo para a faculdade.
“Toda ligação que eu recebia de algum deles era como uma tortura porque eles estavam fazendo várias novas amizades e alguns deles já estavam participando até de equipes”, ela diz. “Eles tinham os próximos 4 anos já traçados enquanto eu ainda não sabia o que iria acontecer comigo.”
Contudo, Kendrick disse que alguns de seus amigos acabaram trancando a faculdade por não saberem se queriam aquilo, enquanto ela já estava sendo considerada a pessoa que teve a melhor ideia do que queria para sua vida.
Kendrick lembrou ainda para os estudantes da Penn que estavam na plateia para serem abertos e pacientes quando se trata de caminhos para seguir na vida.
“As coisas que demoram para acontecer, não significam que você merece menos” ela diz.
Esta mensagem certamente afetou muitos dos estudantes da Penn que estavam na plateia, como por exemplo, a estudante Hannah Harney.
“Eu sinto mesmo que as pessoas que já sabem o que querem, são sortudas de certa forma.” diz Harney. “Quando ela fala sobre como tinha aquele sentimento, mas mesmo assim se sentia totalmente perdida, é uma perspectiva que eu nunca havia pensado.”
Kendrick disse que pretende continuar a atuar e cantar até onde aguentar, e não porque ela sente que precisa provar alguma coisa.
“Eu quero ter certeza que a razão pela qual eu faço as coisas, é simplesmente porque amo o que faço e isso continua sendo minha parte criativa.”
02.12.2016
Faça uma tour em Portland, cidade natal de Anna Kendrick
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Curiosidades, Notícia

Aproveitando que a estrela deu uma passadinha na sua cidade natal com a tour de seu livro, nós marcamos no mapa seus locais preferidos – de sua antiga escola até os lugares onde ela gosta de fazer compras.

Vários nativos de Portland que se mudaram daqui, estão voltando em novembro para celebrar o Thanksgiving com suas famílias, mas a estrela que se formou no Deering High, Anna Kendrick, está de volta a sua terra também para outro item de sua agenda.
Na quarta feira (23 de novembro) ela esteve na Books A Million, ao sul de Portland, para tirar fotos e autografar sua mais recente obra: seu livro com seus próprios dizeres, “Scrappy Little Nobody”. O evento que esgotado foi um das 10 cidades que ela passou/irá passar.
Mesmo que Kendrick, hoje com 31 anos, tenha passado a maior parte de sua juventude fora do estado – pois estava tentando a carreira de atriz-, Maine foi onde ela começou. E se a foto que ela tem na capa de seu twitter (Portland Head Light) que tem perto de 6 milhões de seguidores, é alguma indicação que ela não esqueceu daqui.
Com a visita dela a cidade e o lançamento de seu livro, nós mapeamos alguns lugares ao redor de Portland que fizeram parte da vida da atriz da época que ela não era conhecida.
Kendrick cresceu na Rua Fuller, em Portland e começou a ter aulas de dança na escola Spotlight ao sul de Portland quando ela tinha em torno de 4 ou 5 anos de idade.
Mais tarde ela participou de produções no Lyric Music Theater e em comerciais para Levinsky’s, uma marca antiga de roupas do Maine a qual era muito conhecida na época, hoje existe somente uma loja que fica em Windham.
Kendrick tinha somente 12 anos quando ela conseguiu um papel na Broadway chamado High Society, pelo qual recebeu a indicação de um Tony Award. Após isso, ela retornou para a Lincoln Middle School.
Naquele ano, ela fez um solo em um concerto de verão no Museu de Arte de Portland, cantando com o Musica de Filia, um coral de meninas pelo qual Kendrick foi uma das fundadoras.
Kendrick lembra de caminhar da sua casa pelo Baxter Pines, pelos quais ela chama hoje de “pequenos pedaços de madeira”, para ir a escola – quando ela não estava pegando um ônibus para os testes em NYC.
Ela fez seu primeiro filme “Camp” após retornar para a Deering High School para seu último ano, pelo qual ela se formou com louvor.
Mas Kendrick não era uma menina certinha. Ela diz ter roubado uma camiseta da Abercrombie & Fitch quando a loja abriu no Maine Mall e escreveu “Eu ainda sou popular” na parte do meio da camiseta com uma caneta marca texto.
Sua afinidade por um estilo nada convencional começou cedo. Aos 8 anos de idade, ela disse, pediu para a sua mãe a levar para fazer compras na TJ Maxx para comprar roupas divertidas como aquelas usadas por The Baby-Sitters Club’s Claudia, que era sua heroína fashion.
A mãe de Kendrick, Jan, trabalhou no Unum. Na manhã do anúncio dos nomeados ao Oscar em 2010, ela decidiu assistir em casa e ligou para a empresa para avisar que chegaria mais tarde. Obviamente, sua filha foi indicada e quando ela chegou ao trabalho foi aplaudida por seus colegas de trabalho.
Quando Kendrick volta para visitar, ela gosta de comer na Street & Co e no Yosaku, embora ela admita que não é completamente entendida dos restaurantes de Portland. “Eu sei que existem vários lugares novos que eu ainda não experimentei”, ela diz.
Mas é também a chance dela visitar lugares que fizeram parte de sua infância, como Victoria Mansion, pela qual ela foi vista em Março, e é uma das coisas que ela mais gosta (juntamente com o Pat’s Pizza e Allagash Curieux) como editora convidada pelo “Comer, Beber e Sorte”. Ela disse que visitou a mansão na sua última visita a cidade.
Este mês, ela disse que estava muito empolgada para ir à Books A Million porque é o site da Borders Bookstore onde ela fazia suas compras de natal.
02.12.2016
Anna Kendrick fala sobre “Scrappy Little Nobody” para VOGUE
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Entrevista, Livro

“Mesmo que você experimente todo dia online um tráfego de indignação, em pensamentos mais facilmente digeridos, as pessoas quem experimentar histórias complicadas,” a atriz Anna Kendrick observou há algumas semanas seu telefone. Isso era o tipo de situação que ela deveria lembrar-se enquanto escrevia seu livro, o encantamento, a diversão e com alguns ensaios pessoais intitulados Scrappy Little Nobody, que chegou às lojas dia 15 de novembro. “Eu sempre pude ficar a par de coisas menores,” ela disse sobre o processo. “Eu sempre soube que tinha alguns objetivos de comédia. Eu daria definitivamente os créditos a minha editora por ser como: ‘Eu acho que essa história é sobre culpa!’ E eu definitivamente estaria tipo, ah claro, você está certo.”

Digerir pensamentos é algo fácil para Kendrick. Quando não está estrelando filmes como A Escolha Perfeita (1,2 e logo o 3) e Amor Sem Escalas (pelo qual recebeu nomeação ao Oscar), a atriz é mais conhecida por ser muito engraçada, muito relacionável, muito celebrada no twitter com tweets como: Baseado na minha experiência na escola, eu assumi que um soco de três furos iria figurar cada dia da minha vida”.  (É interessante notar que ela também expresso alguma igualdade relacionável, não em todos os sentimentos engraçados, como esse tweet da amanhã seguinte a Hilary Clinton ter perdido a corrida eleitoral para Donald Trump: “Acordei me sentindo como se tivesse tido um pesadelo, logo começo a chorar de novo. Mantra: Eu não estou sozinha, nós não estamos sozinhos”).

Falei com Kendrick semanas atrás, em um momento em que nenhuma de nós estávamos muito preocupadas com a probabilidade de Trump assumir a presidência dos EUA. Nossa conversa foi leva e divertida. Mas “eu não estou sozinha, nós não estamos sozinhos”, não é uma má maneira de descrever a mensagem desse ensaio. A atriz recentemente compartilhou uma imagem da última página de seu livro no twitter – “Espero que vocês encontrem algo divertido e talvez (meu maior objetivo) que faça você se sentir menos sozinho”–  ao lado um texto sobre a decisão de ir promover o seu novo projeto, nesse tempo com os emocionais politicamente tumultuados: “quero cumprir minhas obrigações de estar onde disse que estaria e, não deixar ninguém para baixo”, afirmou. “Meu objetivos com esse livro é fazer as pessoas rirem, me sentir conectada com as pessoas, e talvez as pessoas se sentirem mais ligadas a mim”.

Scrappy Little Nobody abrange a infância de Kendrick no Maine, sua adolescência atuando na Broadway, sua luta para se virar em Hollywood, para onde ela se mudou logo após a formatura do ensino médio, e as estranhas realidades da vida de uma estrela de cinema. Ao longo do caminho, a atriz compartilha historias com temas muito mais amplos: quando foi envergonhada por um namorado; sobre nunca discutir o “número” de homens que ela está namorando; como ela chegou à conclusão de que há mais vida além de ser agradável.

“Eu sempre soube que seria mais fácil de começar a falar de onde eu vim, e terminar com, eu ainda sou louca”, observou. “Porque tentar falar, aqui está o que aprendi, por isso sou melhor agora, seria besteira total.”

 

Parabéns pelo livro! Eu amei o capítulo onde reclama dos jornalistas!

Sim. Minha editora definitivamente gostou, você não fica preocupada em ter pessoas nesse meio que ficam meio bravas com você? Eu estava tipo, eu não acho que eu estou dizendo nada que já não sei. Há definitivamente zero de jornalistas aí fora? Os entrevistados não gostam de fazer agradáveis? Nós não poderíamos dizer.

É mais fácil fazer entrevistas sobre si mesmo sobre um personagem que você está interpretando?

Falar sobre eu mesma e ouvir a minha própria voz me deixa um pouco louca. É na fronteira com alarmante, realmente.

Talvez seja como terapia?

Sim, esperançosamente, mas espero que não seja do tipo onde você acaba em um quarto branco porque os choques elétricos são muito fortes.

Então por que você escrever um livro? Quando você decidir fazer isso?

Bem, eu acho que há algo que acontece no meu cérebro, e eu espero não estar sozinha nessa, onde me sinto como todos e me faz uma adulta. E assim, quando essas pessoas do mundo editorial, que parecem definitivamente adultas, me disseram que eu poderia escrever um livro baseado no twitter e uma peça que eu escrevi para Vogue.com, eu era como, bem, eles devem saber o que estão falando! Eles são adultos crescidos! Vou confiar neles. E então, de vez em quando, você tem esses momentos de clareza onde você está como, estamos todos fingindo! Nenhum de nós sabe o que está fazendo. E nesses momentos eu sou como: Por que eu disse que eu ia escrever um livro?

Foi mais difícil ou mais fácil do que você pensou?

Foi estranho, porque entrar 100% nele foi mais difícil do que eu pensava. E isso é um daqueles paradoxos estranhos que mexe com você. Então acho que eu estava levando a pensar que estava de alguma forma preparada. Você pensa, bem, com certeza, a minha vida é uma fonte infinita de histórias encantadoras e divertidas, certo? E então você começa a escrevê-los e você tem três frases e você está como, “Oh meu deus. Eu sou a pessoa mais chata que já esteve na terra”.

Havia definitivamente um puxão emocional da guerra acontecendo comigo e com minha editora em certos pontos. Porque você fica tão ligado a certas coisas. E tão grande como é, meu ego é muito frágil.

Para todos os livros maravilhosos de ensaios escritos por celebridades-Tina Fey, o livro de Amy Poehler, o livro de Mindy Kaling, o seu livro-não há como dez ou vinte memórias de celebridades auto-indulgente. Houve alguma armadilha que você estava consciente de evitar?

Eu estava consciente de uma falha. Que acabou sendo a coisa que eu tinha que trabalhar. Eu me encontrei dizendo: Não diga isso, porque se você dizer que, alguém vai dizer, Oh, deve ser tão difícil ser você . Comecei a escrever dessa maneira realmente estéril, diplomática, que foi realmente muito chato.

Nesses momentos eu ligava algum podcast: WTF , ou This American Life , ou Nerdist– e ouvia as pessoas que têm livros nesse formato, para, como, Maria Bamford, falando sobre a doença mental. Seria apenas para me lembrar que mesmo que o que você experimenta tráfegos diárias on-line em afronta, nos pensamentos de fácil digestão, as pessoas querem experimentar histórias complicadas. As pessoas querem nuance e sutileza. Caso contrário, ninguém iria ouvir This American Life . Era uma espécie de o oposto de, eu deveria evitar essas armadilhas, e mais como, se você deve trabalhar muito para evitar armadilhas, o seu livro vai sugar.

Será que você tem um leitor específico em mente? Você sentiu que talvez você estivesse falando com as mulheres mais jovens que ainda não fizeram os erros que você escrever sobre.

É difícil. Lembro-me de um amigo meu, quando eu estava em meus 20 anos, ele com quase 30 e ele disse, você não pode aprender lições de vida para outras pessoas. Não tenho ilusões de que eu poderia impedir ninguém de fazer certos erros. Eu não acho que essa é a forma como funciona. Você tem que ter seus erros, aprender suas lições de vida. Mas espero que se você fizer o mesmo tipo de erros, você não se sente tão ruim porque você conhece pelo menos outra pessoa que também fez.

Você escreve muito abertamente sobre ex-namorados e sexo, mas você também escrever sobre como você aprendeu a ser cuidadoso de revelar a sua história sexual para homens que você está namorando. Estava está tão aberta e franca na escolha política? 

Houve uma conversa com Kay Cannon, roteirista dos filmes A Escolha Perfeita. Ela é um dos meus amigos escritores mais próximos. Antes de começar a escrever o livro, pedi a ela para jantar comigo. Eu estava esperando que ela tivesse alguns tipos de palavras mágicas. Ela principalmente perguntou-me sobre os meus objetivos para o livro. Eu disse a minha primeira meta é que seja engraçado e divertido. E eu acho que a meta mais elevada seria que ser honesto o suficiente para que se eu lê-se isso, eu acho, eu estou realmente contente que a pessoa disse isso.

Essa seção sobre sexo, eu senti, oh menino, eu estou me abrindo. Depois de falar sobre sexo abertamente, as pessoas podem esperar que você fazê-lo o tempo todo. Mas lembrei-me da conversa com Kay. Uma vez eu disse isso em voz alta para ela, eu tive que realmente seguir.

Essa foi uma das coisas que me incomodou muito em meus 20 e poucos anos. Havia uma espécie de casual, oh, se um cara dorme com este número de mulheres que ele é um garanhão, e se uma menina dorme com este número de caras, ela é uma vadia. Mas foi isso. Eu era como, o que eu devo fazer? Literalmente seis meses atrás, eu estava humilhado que eu ainda não tinha tido relações sexuais ainda, e de repente, eu sou como, se eu tiver relações sexuais com muitas pessoas? Como eu sou as duas coisas? Como eu sou muito inexperiente, e, para os olhos de outra pessoa, muito experiente? É realmente mexeu comigo.

Agora eu estou cercada por pessoas que são normais, sensíveis e inteligente, então eu não tenho essas ansiedades mais. Mas eu sei que há uma abundância de meninas e mulheres que fazem. E é o que eu desejo quando alguém diz estar lidando com isso. Então penso: Ok, mantenha isso.

Eu acho que é muito engraçado que você e seu namorado usarem Colin Firth como um atalho para essa coisa irritante quando celebridades tornam-se impotente em face de problemas menores, todos os dias. (Leitor: Leia o livro para entender o que eu estou falando.)

Isso foi realmente o meu namorado na época . Mas sim.

Bem, você está nervosa que Colin Firth vai ler o seu livro? Você está esperançosa de que Colin Firth vai ler o seu livro?

Eu não estou preocupada com se nunca escutar sobre isso, ou se ele ler o livro. Estou mais preocupado com alguém que vai [para ele]: Você sabe que Anna Kendrick usa Colin Firth para significar idiota ? E é como, isso não é o que eu disse a todos!

Está tudo dito com tanto amor, caro Sr. Firth.

 

Fonte: VOGUE

21.11.2016
Em seu novo livro, Anna Kendrick fala sobre sua vida pessoal
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Entrevista, Livro

Ultimamente, diversas mulheres inteligentes e engraçadas estão escrevendo livros sobre suas vidas. Livros como “Yes, please” de Amy Poehler, “Is everyone handing out with me? (And other concerns)” de Mindy Kaling, “Not that kind of girl: A young woman tells you what she’s ‘Learned’” de Lena Dunham e claro o best-seller de Tina Fey, “Bossypants”. Você pode adicionar mais um destes na sua estante. A atriz Anna Kendrick, que com seus 31 anos de idade, escreveu “Scrappy Little Nobody”, uma série de dizeres inusitados autobiográficos sobre sua infância em Maine, namorados, sexo e seu estranho hábito de mencionar sua vagina durante entrevistas pelo telefone. Kendrick, mais conhecida por seus papéis em filmes como Up in The Air, Pitch Perfect e The Accountant, esteve no centro de eventos Back Bay falando sobre o livro. Nós falamos com ela recentemente pelo telefone:

ENTREVISTA

Você conquistou muita coisa com tão pouca idade e você é do Maine. Cada um é de um lugar diferente, mas Maine é um estado rural enorme.

Eu tive sorte, pois pude crescer em Portland, onde a maioria das pessoas considera uma cidade pequena, mas na verdade é muito rica culturalmente. Isso foi algo que eu não apreciava até eu ficar mais velha e sair da cidade. Conheci cidades onde filmei ou somente visitei que são 5 ou 10 vezes maior que Portland, mas não há nada nelas. Somente alguns shoppings pequenos e um cinema. Eu não sabia a sorte que eu tinha em crescer em uma cidade com dois cinemas de filmes independentes, uma locadora de filmes independentes e uma companhia de palco conhecida mundialmente. Eu vi a produção de “Casa de bonecas” na Portland Stage Company quando eu era bem pequena e isso teve uma grande influência em mim.

Vamos falar da sua motivação para escrever o livro. Eu tenho uma filha de 16 anos que vai gostar muito dele. Você tem um público-alvo que pretende atingir?

Eu não tinha. Eu tentei me lembrar que pessoas de todos os lugares do mundo e diferentes opiniões são interessadas em emoções complicadas e pensamentos formados e isso foi algo que eu quis deixar claro pra mim mesma, por isso eu não quis pensar em somente um público. Se você tenta escrever cada parte do livro de uma forma que não possa ser mal interpretado, você vai acabar escrevendo um caso de polícia da sua vida e eu sabia que se fosse assim, ninguém iria se interessar. Tem uma parte do livro onde eu escrevo sobre padrões de duplo sentido sexualmente falando e isso foi algo que eu guardei apesar do fato de ter me deixado um pouco nervosa para falar disso. Eu coloquei no livro porque eu estive pensando: “eu queria que quando eu estava com 19 anos alguém me dissesse isso.”

Algumas coisa sobre seu ex namorado e experiências sexuais são engraçadas e relacionadas, mas você também se mostra uma pessoa não tanto sofisticada e não tão esperta. Teve alguma parte de você que não quis revelar tanto assim da sua vida?

A parte sexual eu não escrevi intencionalmente. É que foram coisas que aconteceram de verdade comigo que eu tive que lidar. Toda vez que estou lendo ou assistindo algo que foi documentado seja qual for o assunto, eu quero honestidade. Não tem nenhuma parte de mim que lê o livro de Lena Dunham e pensa: “Meu Deus, um pouco de exagero aqui, amiga.” Eu não iria ler se eu fosse contra isso tudo.

Você deixa claro que várias crianças artistas são estranhas e acabam se perdendo, mas você era uma destas crianças (Kendrick tinha 12 anos quando ela participou de High Society na Broadway) e você parece ser uma pessoa pé no chão. Qual a diferença?

A verdade é que eu não sei. Existem tantas pessoas doidas, perdidas no mundo, e eu não sei se a categoria criança-artista faz delas loucas. Muito disso tudo tem a ver com valores familiares, em quem você é e não tem a ver sobre suas conquistas na sua carreira antes dos 18 anos.

Você tem um pouco de complexo por ser pequena, com uma aparência de menina. Em uma parte do livro você se descreve como “uma pequena anêmica”. Sua aparência a fez ser mais agressiva?

É possível que seja o inverso da coisa, onde garotas muito altas se inclinem e se tornem invisíveis.

Falando em ex-namorados agora, eu acho que você foi bem justa. Algum deles leu o livro e falou alguma coisa?

Eu mandei algumas partes para alguns e outros eu não tenho mais contato. Basicamente, qualquer um que está pelo menos um pouco ainda na minha vida ou no meu círculo de pessoas, eu quis que lesse antes de publicar. Os que não tenho contato, só espero não encontrar.

Você escreveu que sua indicação para o Oscar pelo filme “Up in the air” foi ótima, mas a Saga Crepúsculo foi o que realmente pagou suas contas. Talvez não seja surpresa que filmes aclamados pela crítica seja uma coisa e filmes mais comerciais seja outra.

A Saga Crepúsculo pagou minhas contas, pois foram 4 filmes e eu fiz todos. Eles simplesmente me contratavam. As pessoas não entendem que eu sou paga para fazer o filme e durante um ano continuo sendo paga e então eu promovo ainda por mais 6 meses. Eu somente tive um contracheque e isso foi 1 ano e meio atrás. Por isso a Saga Crepúsculo me salvou por ser algo que fiz durante bastante tempo.

Estamos super felizes por Ben Affleck estar aqui em Boston. Como foi trabalhar com ele em The Accountant?

O primeiro dia de gravação com ele foi o dia depois do Super Bowl (entre The Patriots e Seahawks). Eu sou de New England, por isso sou Patriots de coração, mas foi um jogo muito estressante. Eu estava no bar do hotel enlouquecida não só porque eu queria que os Patriots ganhassem, mas porque também se eles não ganhassem, meu primeiro dia no set com o famoso Ben Affleck seria miserável. Felizmente eles ganharam e ele veio com muito bom humor. Foi um primeiro dia de trabalho muito feliz pra mim.

FONTE: Boston Globe

21.11.2016
As escolhas das celebridades: Leituras favoritas de Anna Kendrick
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Livro, Notícia

Se você alguma vez se perguntou se estrelas de cinema são como nós, o engraçado livro de Anna Kendrick, Scrappy Little Nobody, nos diz definitivamente: às vezes. Ela construiu uma carreira de sucesso com papéis em Pitch Perfect, Up in the air, Saga Crepúsculo e Into the Woods. Scrappy descreve sua estratégia de infância como: “deixar a loucura dentro da minha cabeça onde ela pertence,” uma resolução que resultou em 10 por cento de comportamento desafiante e um livro cheio de honestidade e histórias inusitadas.

Kendrick também tem um gosto excelente para leitura. Abaixo seus livros favoritos deste ano (incluindo o mais popular entre as celebridades do ano passado, So you’ve been publicly shamed).

Favoritos de Anna Kendrick em 2016:

So you’ve been publicly shamed de Jon Ronson.

Eu li este livro de uma vez só porque é muito legal e muito convincente. É um daqueles raros e maravilhosos livros que faz você invejar as pessoas que irão ler pela primeira vez. Mesmo assim esse livro é engraçado e um pouco obscuro, eu me senti uma pessoa com mais empática depois de ler.

The Handmaid’s Tale de Margaret Atwood. | O Conto da Aia (em português)

Para um livro que lida com a sociedade distorcida pela qual as mulheres são escravas reprodutoras, acaba sendo tão medido e restrito que você praticamente não nota o que você precisa lidar diariamente para sobreviver. Quando One Flew Over The Cuckoo’s Nest (Um Estranho no Ninho, em português) fez eu me sentir louca, eu culpei o estilo de prosa. Quando este livro me fez pensar que eu era louca, ficou difícil de parar de ler.

Blood Meridian de Cormac Mccarthy. | Meridiano de Sangue (em português)

Patton Oswald recomendou este livro quando eu mencionei que eu tinha acabado de ler o livro de Margaret Atwood citado acima. Portanto, talvez aquele cara quisesse arruinar minha vida? A liguagem é pesada e maravilhosa e o conteúdo é uma das mais terríveis coisas que eu já tive que ler. Se você ama o filme The Proposition, mas deseja que ele tivesse te dado mais pesadelos, este é o livro pra você.

FONTE: Omnivoracious

21.11.2016
Anna Kendrick diz que atuar foi a forma que encontrou de aprender sobre as pessoas
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Entrevista, Livro

Quando pequena, Anna Kendrick era uma criança muito pequena, mas com uma voz potente. Quando ela tinha 6 anos de idade, ela começou a fazer teatro na comunidade que vivia e aos 12 anos ela foi para a Broadway – onde foi nomeada a um Tony Award pelo seu papel em High Society.

Ela conta a Terry Gross, “eu sempre me perguntei se eu cultivei uma grande voz intencionalmente – como um rugido para me afirmar em um espaço no mundo.”

Hoje em dia, Kendrick está utilizando sua grande voz para outros trabalhos. Seu livro Scrappy Little Nobody, é uma coletânea de dizeres com muito humor sobre sua infância em Maine e sobre sua carreira. (Sua filmografia inclui Trolls, Pitch Perfect e Up in the air – pelo qual foi nomeada a um Oscar).

Olhando seu passado, Kendrick diz que ela não consegue se lembrar de um período que levou sua carreira a sério. “Eu não sei dizer hoje o que eu pensava sobre minha carreira porque é muito possível que aos 6 anos eu só queria que as pessoas me vissem e prestassem atenção em mim,” ela diz. “Daí então meio que se transformou em algo que realmente significava pra mim…se tornou algo em que eu pude aprender sobre mim mesma e sobre outras pessoas.”

Sobre como ela conseguiu o papel de Natalie, em Up in the air:

Eu fiz teste. O bom e velho teste, você acredita? Mas depois que eu fiz o teste, eu descobri que o diretor havia escrito o papel pra mim depois de me ver em um filme independente chamado Rocket Science. Mas ainda assim eu tive que fazer o teste porque era um filme com George Clooney e era um roteiro incrível em um estúdio incrível, então acho que toda menina da cidade teve que fazer o teste. Eu percebi quando fiz o teste que eu já tinha sido aprovada pelo diretor. Eu estava tentando provar pra mim mesma que o estúdio estava querendo contratar alguém que não era famosa.

Sobre o desconfortável traje de negócios que ela teve que usar em Up in the air:

Nós precisávamos que ela aparentasse um pessoa séria, então eu tive que usar Spanx, um figurino super sério, o tempo todo e tive que usar camisas por dentro da saia. E para deixar a camisa super arrumadinha, eles grudavam um velcro nela, que passava pelo meio das minhas pernas. E isso me deixava muito desconfortável.

Sobre a música que fez sucesso em Pitch Perfect, “Cups”:

Eu lembro de estar gravando outro filme independente enquanto esta música ia subindo nas paradas. E eu estava em NY e eu estava dormindo no chão do porão de uma igreja em Harlem, onde estávamos gravando e entre as gravações recebi um e-mail do meu agente: “Esta música está entre as 10 mais da Billboard.” Eu me lembro de pensar em todos os outros artistas que estavam entre estes 10 mais que participaram do Good Morning America, performaram suas músicas, promoveram seus singles e fizeram video clipes, estavam tipo: “O que diabos está acontecendo? O que realmente aconteceu?…”

Eu acredito que este será pra sempre um dos maiores choques da minha carreira. Foi tão legal e muito incrível o fato de que realmente aconteceu – foi tão verdadeiro – foi realmente muito gostoso tudo aquilo.

Sobre como o Velho Testamento a assustou quando criança:

Quando criança você ouve passagens do Velho Testamento e você acaba absorvendo e ficando um pouco aterrorizada com isso. E eu me lembro dos meus pais muito chocados quando eu contei pra eles que eu tinha medo e eu iria para o inferno porque éramos Episcopais e eles pensaram que eles tinham me criado em um mundo saudavelmente religioso. Mas eles não consideraram o fato de que eu, claro, não conseguia simplesmente bloquear o que eu estava ouvindo sobre o Velho Testamento…

Eu lembro que tinha algo do tipo: “é mais fácil para um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um homem rico entrar no Mundo dos céus.” E naquele momento porque…meu irmão e eu tínhamos cada um seu próprio quarto e tínhamos uma garagem, eu pensei: “Bem, somos nós. Nós somos ricos e nós precisamos doar tudo, caso contrário nossa familia vai toda pro inferno.”

Minha mãe riu sobre eu falar que éramos ricos e me explicou que tudo iria ficar bem. Mas eu ainda não conseguia conciliar: “Mas diz isso! Tá escrito ali!” Como criança, eu penso, você é totalmente crente do que a Bíblia diz a você e você não fez as decisões que seus pais fizeram sobre quais partes você vai escolher e fazer literalmente.

FONTE: WBur

20.11.2016
Anna Kendrick conta tudo em entrevista para a “Playboy”
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Entrevista, Livro, Notícia, Revista

Anna Kendrick fez um ensaio sensual para a Playboy americana e aproveitou para responder vinte perguntas diversas, sobre o seu novo livro, seu último filme e até mesmo sobre fotos de pênis.

ENTREVISTAQuando caiu a ficha de que não era mais uma jovem em dificuldade morando em uma espelunca na cidade de Los Angeles?

Coisas estranhas vão desencadear aquela sensação de “Caramba! Como cheguei até aqui?”. Por exemplo, quando estiver saindo de um consultório médico. Eu me lembro, vividamente, quando tinha dezenove anos de idade, não possuía plano de saúde e estava me mudando para Los Angeles. Eu precisava ir ao médico e era trinta vezes mais caro do que eu esperava que fosse. Agora, quando eu estou saindo do consultório médico com um saldo de setenta dólares, eu penso, “Isso aí, eu estou fazendo chover dinheiro nesse consultório médico!” Eu me recordo muito claramente de não ter setenta dólares.

No seu novo livro, Scrappy Little Nobody, você diz que sabia que era louca desde muito nova. Por que você não procurou um terapeuta?

Eu nunca me senti normal, mas eu acho que esse é um sentimento mais comum do que eu pensava. Para falar a verdade, eu nunca procurei um terapeuta, porque era uma das muitas coisas que eu achei que, magicamente, saberia o que fazer quando adulta, mas eu não sei. Eu achei que alguém iria me dizer tantas coisas. Por exemplo, quando eu tinha vinte e cinco anos e queria comprar um tapete. Por que ninguém havia me falado que tapetes são tipo as coisas mais caras do mundo? Pessoas estão vendendo tapetes a dez mil dólares, como se não fosse uma loucura total. Por que isso não é mencionado em algum ponto da sua vida? “Ah, a propósito, pessoas vão tentar te vender tapetes que vão custar tanto ao ponto de você querer quebrar uma janela.”

Você agora tem trinta e um anos. Você se sente mais jovem do que realmente é?

No fundo, eu, definitivamente, me sinto uma pequena velhinha. Eu sou bem mal-humorada e resmungona, mas, ao mesmo tempo, imatura. Então, eu sou o pior de uma criança e o pior de uma senhora idosa. Sou uma graça, na verdade.

Você também diz que é uma, “fracassada barulhenta, hiperativa”. Foi díficil publicar um comentário tão afiado sobre si mesma?

Eu acho que tudo que posso esperar é que as pessoas se relacionem com esse sentimento. Se você não conseguir se relacionar com o fato de que eu penso demais, eu não sei o quanto poderemos nos conectar. Eu falo demais. Quando eu estou tentando descobrir o que devo fazer em relação à alguma coisa, eu vou encher o saco de alguém. Eu vou entender se eles apenas quiserem me calar com uma mordaça.

Seus pais se divorciaram quando você tinha quinze anos. Por que você deixou isso de fora do livro?

Para falar a verdade, essa era uma das muitas coisas que queria ter escrito, mas simplesmente não fluiu. Pareceu mais um boletim policial do que um capítulo. O legal dessa situação é que os meus pais foram tão civilizados e respeitosos durante todo o processo. Eu parecia ser a garota-propaganda de divórcio. Se eles tivessem ficado juntos e infelizes, teria bagunçado o meu entendimento de como casamento deveria ser. Eu sou muito a favor do divórcio. Eu sei que isso soa maluco, mas Louis C.K. disse uma coisa incrível sobre como divórcio nunca deveria ser uma tristeza. Nunca são duas pessoas loucamente apaixonadas e perfeitas uma para a outra que se divorciam.

Você disse que se sente indigna de sucesso. Por que?

Não é que eu me sinta indigna, apenas costumava acreditar que algumas pessoas são melhores. Estou aprendendo a cada dia, mais e mais, que somos todos iguais. Na verdade, era mais sobre querer pagar as contas fazendo o que eu amo e, idealmente, não ter um segundo emprego. Era o maior sonho que eu me permitia ter.

Você já cantou e atuou na Broadway, além de filmes, incluindo a franquia A Escolha Perfeita e Caminhos da Floresta. O que é mais estranho, se assistir cantando ou atuando?

Enquanto crescia, as pessoas me diziam que eu deveria cantar em algum recital ou coisa assim, mas era, principalmente, uma forma de combater o fato de que eu não conseguia parar de cantar. Eu realmente gostava de cantar a plenos pulmões. Se eu continuasse a cantar dessa forma, eu teria perdido a minha voz antes dos sete anos. Eu acho que é menos estranho me assistir cantando do que atuando. Quando eu me assisto cantando, eu consigo aproveitar a música, porque não fui eu que a compus. Também nunca escrevi um roteiro, mas tem algo mais cru na atuação. Eu tentei assistir à alguns dos meus filmes sozinha em uma sala de exibição, mas o tempo todo eu estava pensando, “Você é um monstro. Você é terrível!”

Parece que toda vez que você fuma maconha, você fica realmente paranoica. Por que diabos você faz isso?

(risos) Uns dois anos atrás, eu vivi uma dessas experiências paranoicas e revolucionárias, não fumo maconha desde então. Eu estava, provavelmente, lembrando de todas as “brisasruins. Era um grande passatempo. Por alguma razão, eu tive mais experiências ruins do que boas, então eu achei que não deveria fumar mais. Eu nunca fui viciada em nada. Seria uma pessoa mais interessante se fosse viciada em analgésicos para dor.

No seu livro, você menciona que manteve um diário. O que você escreveu nele sobre perder a sua virgindade?

Eu apenas escrevi, “Quando eu vou perder a minha virgindade? Tipo assim, sério, quando vai acontecer? Como vai ser? Quanto tempo, a partir de quando vai ser tarde demais e eu vou ter que ser uma virgem para sempre porque não consegui perder até certa idade?” Eu me lembro de literalmente escrever, “Em certo ponto, vai acontecer, alguém vai estar em cima de mim e estaremos transando, mas eu, provavelmente, vou estar pensando nessa passagem do diário o tempo todo.” É um diário de metas.

Nós ouvimos falar que você já teve muitos sonhos sexuais. Qual foi o mais louco?

Ai, meu Deus, será que devo? Eu não quero nomear o ator, mas eu já sonhei com alguém que acho super assustador, mas outras pessoas podem achar totalmente atrativo. Eu já tive dois sonhos sexuais com ele, o que é realmente estranho. Eu acordei pensando, “Que diabos foi isso? Eu posso ter um sonho sexual com qualquer pessoa nesse mundo e esse foi o cara? Muito obrigada, subconsciente!”

Você é a favor ou contra fotos de pênis?

Ah, essa é uma pergunta traiçoeira. Não posso ser a favor, porque então vou receber várias fotos de pênis e não posso ser contra, porque também vou receber várias fotos de pênis. Apenas estarei preparando o terreno para o fracasso. Certa vez, uma amiga me disse que tinha ido à um show de comédia que mudou a sua perspectiva sobre isso. Esse cara disse, “Se você acha que é uma gostosa, mas não tem um pênis no seu celular, você precisa reconsiderar isso.” Eu acho que essa é uma maneira de recontextualizar.

Qual foi a música mais estranha que você escutou enquanto transava?

Lapdance, do N.E.R.D. Era muito óbvia e acabamos caindo na risada. É uma música muito sensual, no entanto, meio que… Começou a tocar no aleatório e estávamos tentando manter o clímax do momento. De repente, nos perguntamos, “Será que estamos em um videoclipe? O que está acontecendo?”

Por que você se sente tão inconfortável em fazer cenas sem roupa e beijando?

É tão mecânico, a ideia não é do ator em me beijar. Nós apenas temos que olhar um para o outro e dizer, “Certo, acho que vamos fazer isso agora.” Para mulheres, o fato de que alguém quer te beijar é uma parte empolgante. Se alguém está te beijando quando, na verdade, não quer, tira toda a diversão. Além disso, o departamento de maquiagem é encarregado pelas balas de hortelã. Por que o departamento de maquiagem?

Quanto você se relacionou com a sua personagem, de muita classe, no filme Amor Sem Escalas?

Eu me relacionei bastante, mas eu acho que porque ela é, provavelmente, a única pessoa do mundo mais tensa do que eu.

Como foi trabalhar com George Clooney?

Tudo que você quer que George Clooney seja, ele é. Eu estava nervosa em trabalhar com ele, mas ele foi muito acolhedor e flexível. Ele já deve estar acostumado a ter pessoas nervosas ao seu redor.

O seu novo filme, O Contador, lançou em outubro. O personagem de Ben Affleck é um autista com transtorno obsessivo-compulsivo. Como a condição dele afetou a forma de interpretar a sua personagem?

Ben e Gavin O’Connor, o diretor, fizeram muitas pesquisas para esse filme. Eles realmente entenderam a responsabilidade de retratar alguém com essa condição. Eu fiz a minha pesquisa por meio de leituras e estava preparada para interagir com o personagem de Ben de qualquer forma que ele decidisse interpretá-lo. O legal, para mim, foi interpretar a única pessoa do mundo desse personagem que o admirava. Ela não estava assustada, ela acha que ele é incrível. Já que o personagem de Ben era mais fechado, isso me obrigou a escutar mais, o que é a melhor coisa que você pode fazer como ator, de qualquer forma.

Você disse que cantar no Oscar do ano passado está uma das três experiências mais assustadoras que já viveu. Qual foi a a outra?

Uma foi quando fui no Letterman, porque nunca havia participado de um programa de entrevistas antes. “E se eu sentasse e começasse a gritar? E se o universo me engolisse?” Ele era assustador. Ele queria que eu cantasse Cups de A Escolha Perfeita e eu pensei, “Tudo bem, tudo que ele quiser, porque ele é tão mordaz e seu humor é tão ácido, que se ele não gostar de mim…” Depois, eu saí dali, corri para o meu hotel e esperei os próximos acontecimentos. Eu também fiquei no Twitter, enquanto assistia, o que é algo que nunca faria agora. É apenas o cenário perfeito para o desastre.

Vamos avançar um pouco: por que você tem tanto medo da morte?

É tipo aquela música: “Juro que não existe céu, mas oro para que não exista inferno.” Eu cresci frequentando a igreja e tinha um medo horrível de ir para o inferno. Meus pais diziam, “Claro que você não vai para o inferno. Você é uma garotinha. O que está pensando?” Será que eles não estavam pensando que, na igreja, eles basicamente diziam que qualquer pessoa que fizesse algo ruim iria queimar no fogo para sempre? Eu nem era católica, mas sim protestante. Eu acho que a geração passada ficou tão confusa com a culpa católica que decidiram se tornar episcopal. Eles pensavam, “Ah, os meus filhos vão amar a igreja.” No entanto, eles ainda leem o Antigo Testamento. Então, sim, eu acho que tenho medo de ser torturada para sempre. E se o inferno existir? Vou fazer algumas boas ações, por precaução.

Qual a semelhança entre a Anna de verdade e a que vemos na mídia?

(risos) Eu não sei. Ai, meu Deus, eu vou fazer tanto xixi depois dessa entrevista. Estava apenas pensando que se eu morresse e alguém conversasse com todos os meus amigos e conhecidos, lesse o meu diário e todas as coisas que eu já escrevi nele. Eu não acho que alguém saberia alguma coisa sobre mim. Não é o meu objetivo que todos do mundo me conheçam por completo.

Como foi ter o rosto todo melado de bolo no próximo filme Table 19? Você teria coragem de trazer uma briga de bolo para o quarto?

Eu amei ter bolo por todo o meu rosto. Eu até tweetei quando estava coberta de glacê e Lisa Krudov teve que tirar o meu cabelo melecado para longe do meu rosto. Eu estava vivendo um estranha fantasia dos anos 90. Mas sim, eu acho que comida no quarto seria apropriado demais, especialmente com glacê de baunilha. Chocolate eu não consigo entender. É muito estranho, parece fezes. No entanto, glacê de baunilha? Eu tô dentro. Eu estava tentando ser uma dama ao falar sobre fezes, mas eu não sou uma dama.

 Fonte: Playboy.

FOTOS

Anna Kendrick para a Playboy | Dezembro 2016

VÍDEO

20.11.2016
Anna Kendrick é capa de inverno da revista “Flare Magazine”
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Revista

ENTREVISTA

É um ensolarado dia em Los Angeles, e eu estou sentado em um sofá no Milk Studios, esperando Anna Kendrick terminar as fotos para a capa. A atriz está usando um vestido rosa da Louboutins. Em pouco tempo Kendrick se aproxima usando alguns acessórios excêntricos pequenos, pontiagudos que chega a ser engraçado e estranho. Estou prestes a descobrir o estilo de Kendrick.

Mas, primeiro, a obrigatória biografia. Kendrick foi nomeada ao Tony Awards ainda criança e estrelou o filme Camp, filme que ela estreou, no verão antes de completar o High School. Ela interpretou a garota de cabelo crespo Fritzi, o filme – uma comédia sobre um acampamento musical – teve um bilheteria bem ruim, mas serviu para desenvolver a cultura do teatro musical. Foi também de iniciativa de Kendrick dar vida a personagens bem ‘estranhos’. Seu primeiro salto aconteceu seis anos após Camp, em 2009 no drama, Up in The Air (Amor Sem Escalas), contracenando com George Clooney. Sua interpretação de Natalie Keener, que inventa um tipo de sistema para demitir funcionários por meio de videoconferência, mas que acaba chorando no ombro de Clooney. Por esse papel ela foi nomeada ao Oscar na categoria “Melhor atriz coadjuvante”. Ela não parou de trabalhar desde então, começou a trabalhar em uma série de filmes independentes (ela chegou a conhecer seu namorado, o cineasta britânico Ben Richardson, nos bastidores de Happy Christmas e Drinking Buddies) e em filmes em estúdio (Into the Woods, Pitch Perfect, Mike and Dave Need Weeding Dates). Agora ela está em cartaz com dois filmes: O contador que ela desempenho o papel de uma contadora junto a Ben Affleck e sucesso de bilheteria Trolls.

Em 15 de novembro, Kendrick apresentou seu trabalho mais pessoal: um livro de memórias, com um título bem peculiar, Scrappy Little Nobody (Touchstone, aproximadamente 90 reais). Ela narra sua passagem pelo teatro ao Barden Bellas, em principio, parece que existe um pouco de surpresas, isto é, além do fato de que o livro contém uma lista. (“Eu pensei que era interessante ter listas, então coloquei”, Kendrick contou sobre livro. “Mas minha editora estava como, ‘Você sabe, você não precisa colocar’”) é tentador Kendrick escrever com listas no livro porque ela é grande no twitter. Mas, como alguns dos seus melhores tweets – “Cooking for one sucks because no matter how much I portion it, I seem to end up wasting food. Also loneliness.” (Cozinhar para uma pessoa é ruim, porque não importa o quanto você faça na medida sempre aparenta que você está desperdiçando comida. Também a solidão).  Há profundidade em sua forma de escrever, mais profundamente nos capitulos que lidam com fama, sexo e sentimentos estranhos.

Quando Kendrick estava no primeiro grau, ela disse a sua mãe que ela era diferente das outras meninas: “É como se eu tivesse um coração diferente. As outras meninas tem um tipo de coração, e eu tenho um tipo diferente”. É uma linha bonita, muito possivelmente o melhor do livro, que também oferece mais percepções sobre Kendrick. Sim, Pitch Perfect 2 (A Escolha Perfeita 2) arrecadou US $286 milhões, mas ela ainda dirigi um Prius usado e usa sandálias da Dr. Scholl.

Kendrick cresceu na classe média do Maine; sua mãe era contadora e seu pai um professor substituto.  Depois de participar do teatro da comunidade, ela começou a viajar para Nova York para participar de audições. Naquele momento ela tinha 12 anos, e viajava seis horas para a cidade com seu irmão de 14 anos de idade, então seus pais não precisavam faltar ao trabalho. Durante seu primeiro show no teatro, foi necessário que ela se mudasse temporariamente para NYC com seu pai, como a situação econômica não estava fácil, seu pai teve que pedir que produtor do show que o pagamento fosse feito diariamente para mantê-los na cidade.

A vida em Los Angeles, para onde Kendrick mudou com 17 anos, foi igualmente econômica. Isso fez mudou quando ela começou a turnê promocional de seis meses para Up in the Air, e ela contou sobre isso capitulo mais pesado do livro. “Eu não queria escrever sobre Up in the Air”, falou Kendrick. “Eu sentia uma coisa vergonhosa”. Durante esse período, Kendrick estava viajando ao redor do mundo, ficando em hotéis chiques, usando roupas emprestadas e, ocasionalmente, voltava para casa para dormir em sua cama de solteiro no apartamento que dividia com duas colegas de quarto. (Uma vez que ela chegou a pedir a Paramount, responsável pelo filme, se poderia fica em hotéis mais baratos e ficar com a diferença. Mas o estúdio recusou). Apesar do sucesso do filme, ela estava quebrada e sob constante pressão por estar em “modo de mordomia”.

Kendrick acabou incluindo esse capitulo porque queria ser real sobre a fase difícil que pode existir em um ator “vida real e vida falsa”, mas ela percebeu que poderia enfrentar alguma reação de ‘rejeição de privilégios’. “Há tanta pessoas que estão no negocio por ser ultrajado” diz ela, referindo-se a fabrica 24/7 que é a mídia social. Ela que gosta do twitter, faz verdadeiras bombas em até 140 caracteres acabou contribuindo na escrita da Vogue que conseguiu conduzir o negócio do livro.

“O twitter só tem uma energia mais negativa (do que o Instagram), que eu me sinto em casa”, diz ela. Ela despachou – “Aquela coisa de você não ter raspado as pernas em um lugar que você decidiu esperar e ter uma cera, mas você não pode fazer o que quiser” e “Passei a manhã roendo as minhas unhas até ficarem tocos irregulares. Porque ninguém me contou sobre como iniciar um blog de estilo de vida?” – São desconfortavelmente genuínos. O fato de que você pode realmente imaginar Kendrick com as pernas peludas e unhas curtas e grossas diz muito sobre a sua legitimidade com toda garota.

Scrappy Little Nobody é uma verdadeira conversa o tempo todo, explorando temas que possam estar fora da mesa para outras estrelas do cinema milionário.  Como, ela pode não querer se tornar mãe: “Eu sinto que talvez o planeta vai explodir em 40 anos? Eu estou bem com isso, mas eu queria saber se isso vai acontecer antes de eu ter filho”.  E ela não ter fumado um montante insignificante das plantas daninhas. “Eu fiz pensar, ‘Oh, vai falar que é um problema?”, diz Kendrick. “Mas é algo que basicamente todos os comediantes falam abertamente.” Para registro ela adora falar alto e… assar? Não exatamente o material especial de depois da escola. “Concentrando-se na medição e a mistura é tudo que meu cérebro precisa fazer para ser feliz”, diz ela, depois de analisar e falar: “Foi como se meu cérebro fosse um frasco e está fosse a quantidade ideal”.

A vida sexual de Kendrick também está aberta para discussão, como evidenciado por um capitulo detalhado como ela perdeu a virgindade aos 19 anos, com assistência de um manual de sexo comprado em uma loja em West Hollywood. “Quero dizer que não foi, como bem gasto”, ela diz quando eu fico maravilhada com o fato de que ela comprou um livro de sexo usado. “Foi apenas urgente para que mim tinha que descobrir como ficar próxima das pessoas”.

Outra experiência que ela compartilha é um momento da sua vida quando ela estava obcecada com o número de caras que ela tinha dormido como e o que dizer quando solicitado a divulgá-lo. “Quando você tem 22, parece que há um ideal que você deveria inspirar, mas ninguém vai dizer o que é”, diz ela. “É completamente arbitraria, e algumas pessoas vão pensar que é a coisa certa e algumas pessoas vão pensar que é coisa errada”. Eu sugiro que está preocupação parece um pouco curiosa na idade de show como ‘Inside Amy Schumer’ e ‘Broad City’. “Uma mulher que celebra a ideia de sua melhor amiga atrelar um cara é apenas o céu” Kendrick imediatamente responde, referindo-se a um episódio de ‘Broad City’, antes de declarar-se uma devota de Dan Savage.

Estes são precisamente os tipos de comentários que Kendrick teve que se conter durante a divulgação de Up n the Air.  Durante seis longos meses difíceis, ela teve que vigiar cada palavra dela na frente de vários jornalistas e acabou falando algo estranho para pessoas aleatórias, de qualquer maneira, relacionando ao seu mais recente sonho de sexo ou seu medo da morte. “Ter que esconder partes escuras e estranhas da minha personalidade e empurrá-los para baixo por alguns meses, fiquei louca” diz ela. “Eu estava preocupada se deixaria as pessoas para baixo se eu alguma vez agisse como eu”.  Como se vê, agindo como Anna Kendrick – afetação zero, senso de humor ligeiramente torto – é o que a diferencia de outras belezas leves que Hollywood está cheia.

De volta à Milk Studios, está quase na hora de encerrar. Enquanto nós fomos conversando, esquadrão de glamour de Kendrick tem vindo a trabalhar no sentido inverso. Ela foi destituída, suas ondas subjugadas e sua maquiagem retirada cerca de 5.000 entalhes. Tudo o que resta são as unhas… por agora. “Eu vou me encontrar com um homem que é tipo, mesmo para mim, completo, e eu não quero assustá-lo com a moda”, Kendrick disse, examinando os dedos. Ela sorri. “Eu provavelmente vou arrancá-los no caminho.”

 

Fonte: Flare Magazine

 

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Anna Kendrick para “Flare Magazine” | Inverno 2016