23.12.2014
Anna Kendrick, James Corden e Emily Blunt falam sobre “Into the Woods”, seus filmes favoritos da Disney e mais
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Entrevista

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Enquanto promoviam “Caminhos da Floresta” em Los Angeles, Anna Kendrick,  Emily Blunt e James Corden concederam várias entrevistas. Abaixo você confere a tradução de uma divulgada pelo site Collider:

“Caminhos da Floresta”, uma das produções teatrais mais aclamadas do lendário compositor Stephen Sondheim, é um toque moderno do que acontece quando vários contos de fadas amados se cruzam. É divertida, engraçada e de partir o coração, tudo de uma vez, com músicas memoráveis que exploram temas como a ganância, a ambição, a perda, a família, o amor e as consequências dos desejos. Dirigido por Rob Marshall (“Chicago”), o filme é estrelado por Meryl Streep (a bruxa), Johnny Depp (o lobo mau), Emily Blunt (a mulher do padeiro), James Corden (o padeiro), Anna Kendrick (Cinderela), Chris Pine (o príncipe da Cinderela), Christine Baranski (a madrasta da Cinderela) e Tracey Ullman (a mãe de João).

Durante uma entrevista promocional do filme em Los Angeles, os co-estrelas Emily Blunt, James Corden e Anna Kendrick, falaram sobre a preparação para este projeto, porque fazer um musical estava na lista dos desejos de cada um deles e seus filmes da Disney favoritos na adolescência. Corden também falou sobre porque ele acha que não há uma trilogia cinematográfica maior que “Toy Story” e porque ele fica constantemente espantado com a quantidade de adultos que gastam seu tempo pensando em “Os Vingadores”, enquanto Blunt falou se tem vontade de fazer parte de algum filme de super-heróis da Marvel. Confira o que eles tinham a dizer abaixo:

Collider: Como foi sua preparação para este papel?
Emily: Foi bem minuciosa, na verdade. Nos foram dadas cinco semanas para os ensaios, e antes mesmo dos ensaios oficiais começarem, nós já estávamos ensaiando. Eu certamente tive toneladas de aulas de canto e semanas para me preparar, o que foi maravilhoso. Normalmente, você nunca quer se ver em um filme. Quando você tem a criatividade de Rob Marshall, a atenção aos detalhes é tão vasta. E Colleen Atwood desenhou os figurinos, trabalhando com D.P. – Dion Beebe – na forma com íamos ficar na luz e nas cores para que tudo funcionasse. Há tanta coisa que vem antes da sua ida ao set. Acho que todos se sentiram bem preparados para ir ao set, no final das cinco semanas, e simplesmente tentar fazer jus.

Collider: Emily, você estava grávida durante as filmagens.
Anna: Você estava?!
Emily: Você achou que eu estivesse gorda. Esse não era o meu método, engordar para interpretar a mulher do padeiro.
Anna: Não foi muito pão?
Emily: Foi muito pão. Eu estava grávida, sim. Eu descobri que estava grávida na semana em que descobri que tinha trabalho. Foi uma situação difícil, mas Rob Marshall me apoiou bastante e queria me lançar, isso foi um alívio.
James: Eu também apoiei, em solidariedade. Eu só estava dando apoio e continuo carregando um pouco do peso da gravidez. Não me julguem por isso.

Collider: Estava na lista dos desejos de cada um de vocês fazer parte de um musical?
James: Eu sempre quis estar em musicais, não apenas no cinema, mas no palco. Eu acho um meio maravilhoso. Eu acho que é alegre e brilhante. Um dos meus melhores momentos da adolescência era assistir “Grease” ou “Guys and Dolls”. Eram fantásticos. Então, fazer parte de uma adaptação de um musical tão amado pelos que frequentam musicais de teatros, que neste exato momento está sendo transformado em um filme com esse elenco e esse diretor, é emocionante. Tão bem feito, não sei se há algo melhor.
Anna: Não posso falar por ninguém, mas, certamente, esse estava na minha lista dos desejos. E chegar a fazer parte desta peça, é uma loucura. Eu queria ser Chapeuzinho Vermelho desde o momento em que vi pela primeira vez e fiquei completamente decepcionada quando uma criança de verdade  roubou o papel de mim. Todos nós queremos sempre fazer algo diferente, quer se trate de um gênero diferente ou de um personagem diferente. Todo mundo fica entendiado facilmente, para qualquer um que já cantou no chuveiro, estar em um musical está, provavelmente, na lista dos desejos.

Collider: Vocês cresceram vendo filmes da Disney?
Emily: Eu cresci assistindo todos os filmes da Disney. Lembro dos primeiros filmes da Disney que eu assisti, “Robin Hood” e “A Espada Era a Lei”. Minha irmã e eu ganhávamos um a cada Natal, e nós os assistimos mais de 50 vezes. Eram tão bons. Então, eu diria que, por motivos nostálgicos, os dois eram meus favoritos, porque foram os primeiros filmes da Disney que eu assisti.
James: “A Bela e a Fera” foi algo enorme para mim. Eu amei tanto esse filme. É incrível. E agora meu filho, que tem apenas três anos, também gosta. É ótimo. Houve uma grande corrida entre “A Bela e a Fera”, “Aladdin”, “O Rei Leão”, “A Pequena Sereia”. Só porque são animações, não significa que devem ser desacreditados como musicais fantásticos. “Frozen – Uma Aventura Congelante”, também. Estes são ótimos musicais brilhantemente construídos e escritos. Por alguma razão, por eles serem animações, eu não sei se eles são classificados da mesma forma, mas eu acho que deveriam ser. E não há trilogia maior que “Toy Story”. Não importa o que você diga. Traga o seu “Star Wars” e o seu “Indiana Jones”. Não há trilogia melhor que “Toy Story”. Estou falando 100% sério, pela forma como foi construída e como os personagens se desenvolvem. “O Retorno de Jedi” não é tão bom quanto “O Império Contra-Ataca”. Isso é apenas um fato. E “O Poderoso Chefão: Parte III” não é nem de longe melhor que “O Poderoso Chefão: Parte II”. É verdade que fazer isso três vezes é difícil, e “Toy Story” é um verdadeiro exemplo.
Anna: Cinderela, os desenhos animados, me assustavam completamente quando eu era criança. Quando as irmãs rasgam o vestido da Cinderela, é horrível. Eu me identifiquei mais com Gus, o ratinho gordo. “A Pequena Sereia” foi muito bom na minha opinião.
Emily: Sim, as músicas são incríveis.
Anna: Meus pais compraram um videocassete para mim, quando eu era criança, no meu aniversário de 1 ano. Eu não entendia como as pessoas conseguiam videocassetes. Eu imaginava que havia apenas umas 100 em todo o mundo, e me perdi em meus pensamentos. Eu ficava tipo, “É demais! Isso é demais! Não posso aceitar isso!” Foi um grande dia para mim.

Assim como “Caminhos da Floresta”, “Os Vingadores” poderia se tornar um conto de fadas. Será que isso passou pela cabeça de algum de vocês enquanto faziam o filme?
Anna: Sim.
Emily: Sério?
Anna: Não.
James: Quase não gasto meu tempo pensando em “Os Vingadores”. Eu realmente não consigo gastar tanto tempo do meu dia pensando nisso, e fico constantemente espantado com a quantidade de adultos que fazem isso. Cada um faz o que acha melhor e eu lhes desejo o bem, mas eu não. É um absurdo.Eu não acho que eu esteja falando de uma grande franquia da Marvel. Eu não penso que algo vai ser lançado a qualquer momento em qualquer esquina. Mas, eu realmente acho isso estranho. Basta pensar no quanto do seu dia você passa atuando. Quanto você está atuando? De verdade e sinceramente, se você é um ator e está naqueles filmes, o quanto é atuação? Eu não sei. Acho estranho.
Emily: Eu adoraria te ver em um filma da Marvel, agora. Depois disso, seria ótimo.

Collider: Emily, muitas pessoas gostariam de te ver em um filme da Marvel, como a Capitã Marvel. Você está mais aberta para isso do que James Corden?
Emily: É engraçado porque tenho escutado isso de Capitã Marvel de muitas pessoas no momento. Eu não recebi nenhuma oferta oficial, até agora. Ninguém me telefonou. Eu não sei de onde diabos isso surgiu, honestamente. Para mim, eu só acho que o papel tem que ser incrível. Eu gosto de interpretar ótimos papéis, e às vezes é difícil de encontrar isso nesses filmes de super-heróis. Os papéis femininos, normalmente, não são tão bons, mas, recentemente, eles tem melhorado. Eu não sei. Tem que ser a coisa certa.

Collider: Emily, você tende a subestimar sua habilidade como cantora. Agora que o filme está pronto, como você se sente?
Emily: Eu sou da Inglaterra, lá nós subestimamos a maioria das coisas que conseguimos fazer. Como eu me sinto agora? Provavelmente da mesma forma. Eu não me acho a melhor cantora do mundo, com certeza, mas eu adoraria ser. Sempre gostei de cantar. Acho tão alegre. Este musical me deu espaço e permitiu que eu fosse uma atriz dentro dele. Você não precisava alcançar as notas  altas perfeitamente. Não precisava cantar perfeitamente ao vivo, todas as vezes. Isso é permitido nos musicais por ser uma extensão dos personagens. É emocionalmente tão desafiador e complexo. Acho que todos nós fomos encorajados a nos concentrar mais para fazer com que o público quisesse ouvir. Eu sempre vou achar difícil cantar na frente das pessoas.

Fonte: Collider