Anna Kendrick fala sobre a sua carreira como atriz
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Anna Kendrick fala sobre a sua carreira como atriz

Anna Kendrick sempre foi uma criança pequena com uma poderosa voz. Quando tinha seis anos, ela começou a se apresentar em um teatro comunitário e, aos doze anos, já tinha alcançado a Broadway, na qual foi nomeada ao prêmio Tony pelo seu papel no musical High Society.

Ela diz à apresentadora do programa Fresh Air, Terry Gross, “Eu sempre me perguntei se a minha voz era potente propositalmente — como um rugido para me afirmar em algum espaço no mundo.”

Agora, Kendrick está aplicando essa poderosa voz em um novo meio. O seu livro, Scrappy Little Nobody, é uma coleção de anedotas humoradas sobre a sua vida no estado do Maine e a sua transformação em uma artista. (A sua carreira cinematográfica incluem trabalhos como Trolls, A Escolha Perfeita 3 e Amor Sem Escalas, no qual foi nomeada ao Oscar).

Olhando para trás, Kendrick diz que não consegue se lembrar do tempo em que não levava a atuação à sério. “Eu não consigo te dizer o que, originalmente, me atraiu para esse meio artístico, porque é bem possível que, aos seis anos de idade, eu só quisesse chamar a atenção das pessoas,” ela diz. “Então, se transformou em algo realmente importante para mim… Se tornou a forma com que eu aprendia sobre mim mesma e sobre as outras pessoas.”

Sobre como ela conseguiu o papel de Natalie, uma executiva de uma empresa especialista em demissões, no filme Amor Sem Escalas.

Eu fiz uma audição. O bom e velho teste de elenco, acredita? Mas, após a audição, descobri que o diretor tinha escrito o papel para mim, depois de assistir à um filme independente que eu participei, chamado Rocket Science… No entanto, eu ainda tive que passar pelo processo de audição, porque era um filme com George Clooney, com um roteiro incrível e um ótimo estúdio, então eu acho que todas as garotas da notória cidade também fizeram esse teste. Mal sabia que, quando fiz o teste, já tinha a aprovação do diretor. Eu estava tentando chamar a atenção do estúdio, principalmente, para que eles contratassem alguém que não era famoso.

Sobre a roupa de negócios desconfortável que ela precisou vestir em Amor Sem Escalas.

Nós precisávamos fazê-la parecer muito elegante e expressiva, então eu usei uma cinta modeladora o tempo inteiro, além disso, precisava vestir essas blusas por dentro de uma saia muito apertada. E, a fim de manter as blusas esticadas, eles as costuravam à uma alça de velcro que ligava os dois lados entre as pernas. Então, eu sentia como se estivesse vestindo um collant e alguns escarpins desconfortáveis. Não eram os trajes mais relaxantes do mundo.

Sobre Cups, a sua música de A Escolha Perfeita que se tornou um sucesso.

Eu lembro que estava filmando outro filme independente, enquanto a música atingia o topo das paradas de sucesso, por assim dizer. Estava em New York, dormindo no chão de um porão de uma igreja em Harlem, a locação do filme, e, entre uma cena e outra, o meu empresário me enviava um email dizendo, “Essa música está agora entre as dez mais tocadas da Billboard.”

Ainda me lembro de ter imaginado todos os outros artistas que estavam nessa lista, promovendo a sua música no Good Morning America, gravando videoclipes e que deveriam estar pensando, “Que merda é essa? O que está acontecendo?”

Eu acho que essa continuará sendo uma das maiores surpresas da minha carreira. Foi incrível e encantador, o fato de que isso aconteceu — tão naturalmente — também foi tão incrível.

Sobre como o Antigo Testamento a assustava quando criança.

Quando criança, você escuta essas passagens do Antigo Testamento e fica aterrorizada enquanto absorve tudo aquilo. Então, eu me lembro que os meus pais ficaram muito chocados quando eu disse que estava com medo de ir para o inferno, porque éramos da Igreja Episcopal e eles achavam que tinham me inserido em uma atmosfera religiosa calorosa. No entanto, não tinham considerado o fato de que eu, obviamente, não conseguia filtrar tudo que escutava sobre o Antigo Testamento.

Eu lembro que tinha uma passagem assim, É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.” E, naquele momento, porque… Eu e meu irmão tínhamos os nossos próprios quartos e tínhamos uma garagem, eu pensei, “Isso somos nós. Nós somos ricos e precisamos doar tudo que temos, senão a minha família vai para o inferno.”

Minha mãe riu do meu pensamento de que éramos ricos e explicou que tudo iria ficar bem. No entanto, eu não conseguia me conformar: “Mas está escrito! Está escrito bem aqui!” Então, quando criança, eu acho que você tem total consciência sobre o que a Bíblia lhe diz e, ao contrário dos seus pais, ainda não escolheu quais partes irá levar ao pé da letra.

Fonte: NPR.

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