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Anna Kendrick conta tudo em entrevista para a “Playboy”

Anna Kendrick fez um ensaio sensual para a Playboy americana e aproveitou para responder vinte perguntas diversas, sobre o seu novo livro, seu último filme e até mesmo sobre fotos de pênis.

ENTREVISTAQuando caiu a ficha de que não era mais uma jovem em dificuldade morando em uma espelunca na cidade de Los Angeles?

Coisas estranhas vão desencadear aquela sensação de “Caramba! Como cheguei até aqui?”. Por exemplo, quando estiver saindo de um consultório médico. Eu me lembro, vividamente, quando tinha dezenove anos de idade, não possuía plano de saúde e estava me mudando para Los Angeles. Eu precisava ir ao médico e era trinta vezes mais caro do que eu esperava que fosse. Agora, quando eu estou saindo do consultório médico com um saldo de setenta dólares, eu penso, “Isso aí, eu estou fazendo chover dinheiro nesse consultório médico!” Eu me recordo muito claramente de não ter setenta dólares.

No seu novo livro, Scrappy Little Nobody, você diz que sabia que era louca desde muito nova. Por que você não procurou um terapeuta?

Eu nunca me senti normal, mas eu acho que esse é um sentimento mais comum do que eu pensava. Para falar a verdade, eu nunca procurei um terapeuta, porque era uma das muitas coisas que eu achei que, magicamente, saberia o que fazer quando adulta, mas eu não sei. Eu achei que alguém iria me dizer tantas coisas. Por exemplo, quando eu tinha vinte e cinco anos e queria comprar um tapete. Por que ninguém havia me falado que tapetes são tipo as coisas mais caras do mundo? Pessoas estão vendendo tapetes a dez mil dólares, como se não fosse uma loucura total. Por que isso não é mencionado em algum ponto da sua vida? “Ah, a propósito, pessoas vão tentar te vender tapetes que vão custar tanto ao ponto de você querer quebrar uma janela.”

Você agora tem trinta e um anos. Você se sente mais jovem do que realmente é?

No fundo, eu, definitivamente, me sinto uma pequena velhinha. Eu sou bem mal-humorada e resmungona, mas, ao mesmo tempo, imatura. Então, eu sou o pior de uma criança e o pior de uma senhora idosa. Sou uma graça, na verdade.

Você também diz que é uma, “fracassada barulhenta, hiperativa”. Foi díficil publicar um comentário tão afiado sobre si mesma?

Eu acho que tudo que posso esperar é que as pessoas se relacionem com esse sentimento. Se você não conseguir se relacionar com o fato de que eu penso demais, eu não sei o quanto poderemos nos conectar. Eu falo demais. Quando eu estou tentando descobrir o que devo fazer em relação à alguma coisa, eu vou encher o saco de alguém. Eu vou entender se eles apenas quiserem me calar com uma mordaça.

Seus pais se divorciaram quando você tinha quinze anos. Por que você deixou isso de fora do livro?

Para falar a verdade, essa era uma das muitas coisas que queria ter escrito, mas simplesmente não fluiu. Pareceu mais um boletim policial do que um capítulo. O legal dessa situação é que os meus pais foram tão civilizados e respeitosos durante todo o processo. Eu parecia ser a garota-propaganda de divórcio. Se eles tivessem ficado juntos e infelizes, teria bagunçado o meu entendimento de como casamento deveria ser. Eu sou muito a favor do divórcio. Eu sei que isso soa maluco, mas Louis C.K. disse uma coisa incrível sobre como divórcio nunca deveria ser uma tristeza. Nunca são duas pessoas loucamente apaixonadas e perfeitas uma para a outra que se divorciam.

Você disse que se sente indigna de sucesso. Por que?

Não é que eu me sinta indigna, apenas costumava acreditar que algumas pessoas são melhores. Estou aprendendo a cada dia, mais e mais, que somos todos iguais. Na verdade, era mais sobre querer pagar as contas fazendo o que eu amo e, idealmente, não ter um segundo emprego. Era o maior sonho que eu me permitia ter.

Você já cantou e atuou na Broadway, além de filmes, incluindo a franquia A Escolha Perfeita e Caminhos da Floresta. O que é mais estranho, se assistir cantando ou atuando?

Enquanto crescia, as pessoas me diziam que eu deveria cantar em algum recital ou coisa assim, mas era, principalmente, uma forma de combater o fato de que eu não conseguia parar de cantar. Eu realmente gostava de cantar a plenos pulmões. Se eu continuasse a cantar dessa forma, eu teria perdido a minha voz antes dos sete anos. Eu acho que é menos estranho me assistir cantando do que atuando. Quando eu me assisto cantando, eu consigo aproveitar a música, porque não fui eu que a compus. Também nunca escrevi um roteiro, mas tem algo mais cru na atuação. Eu tentei assistir à alguns dos meus filmes sozinha em uma sala de exibição, mas o tempo todo eu estava pensando, “Você é um monstro. Você é terrível!”

Parece que toda vez que você fuma maconha, você fica realmente paranoica. Por que diabos você faz isso?

(risos) Uns dois anos atrás, eu vivi uma dessas experiências paranoicas e revolucionárias, não fumo maconha desde então. Eu estava, provavelmente, lembrando de todas as “brisasruins. Era um grande passatempo. Por alguma razão, eu tive mais experiências ruins do que boas, então eu achei que não deveria fumar mais. Eu nunca fui viciada em nada. Seria uma pessoa mais interessante se fosse viciada em analgésicos para dor.

No seu livro, você menciona que manteve um diário. O que você escreveu nele sobre perder a sua virgindade?

Eu apenas escrevi, “Quando eu vou perder a minha virgindade? Tipo assim, sério, quando vai acontecer? Como vai ser? Quanto tempo, a partir de quando vai ser tarde demais e eu vou ter que ser uma virgem para sempre porque não consegui perder até certa idade?” Eu me lembro de literalmente escrever, “Em certo ponto, vai acontecer, alguém vai estar em cima de mim e estaremos transando, mas eu, provavelmente, vou estar pensando nessa passagem do diário o tempo todo.” É um diário de metas.

Nós ouvimos falar que você já teve muitos sonhos sexuais. Qual foi o mais louco?

Ai, meu Deus, será que devo? Eu não quero nomear o ator, mas eu já sonhei com alguém que acho super assustador, mas outras pessoas podem achar totalmente atrativo. Eu já tive dois sonhos sexuais com ele, o que é realmente estranho. Eu acordei pensando, “Que diabos foi isso? Eu posso ter um sonho sexual com qualquer pessoa nesse mundo e esse foi o cara? Muito obrigada, subconsciente!”

Você é a favor ou contra fotos de pênis?

Ah, essa é uma pergunta traiçoeira. Não posso ser a favor, porque então vou receber várias fotos de pênis e não posso ser contra, porque também vou receber várias fotos de pênis. Apenas estarei preparando o terreno para o fracasso. Certa vez, uma amiga me disse que tinha ido à um show de comédia que mudou a sua perspectiva sobre isso. Esse cara disse, “Se você acha que é uma gostosa, mas não tem um pênis no seu celular, você precisa reconsiderar isso.” Eu acho que essa é uma maneira de recontextualizar.

Qual foi a música mais estranha que você escutou enquanto transava?

Lapdance, do N.E.R.D. Era muito óbvia e acabamos caindo na risada. É uma música muito sensual, no entanto, meio que… Começou a tocar no aleatório e estávamos tentando manter o clímax do momento. De repente, nos perguntamos, “Será que estamos em um videoclipe? O que está acontecendo?”

Por que você se sente tão inconfortável em fazer cenas sem roupa e beijando?

É tão mecânico, a ideia não é do ator em me beijar. Nós apenas temos que olhar um para o outro e dizer, “Certo, acho que vamos fazer isso agora.” Para mulheres, o fato de que alguém quer te beijar é uma parte empolgante. Se alguém está te beijando quando, na verdade, não quer, tira toda a diversão. Além disso, o departamento de maquiagem é encarregado pelas balas de hortelã. Por que o departamento de maquiagem?

Quanto você se relacionou com a sua personagem, de muita classe, no filme Amor Sem Escalas?

Eu me relacionei bastante, mas eu acho que porque ela é, provavelmente, a única pessoa do mundo mais tensa do que eu.

Como foi trabalhar com George Clooney?

Tudo que você quer que George Clooney seja, ele é. Eu estava nervosa em trabalhar com ele, mas ele foi muito acolhedor e flexível. Ele já deve estar acostumado a ter pessoas nervosas ao seu redor.

O seu novo filme, O Contador, lançou em outubro. O personagem de Ben Affleck é um autista com transtorno obsessivo-compulsivo. Como a condição dele afetou a forma de interpretar a sua personagem?

Ben e Gavin O’Connor, o diretor, fizeram muitas pesquisas para esse filme. Eles realmente entenderam a responsabilidade de retratar alguém com essa condição. Eu fiz a minha pesquisa por meio de leituras e estava preparada para interagir com o personagem de Ben de qualquer forma que ele decidisse interpretá-lo. O legal, para mim, foi interpretar a única pessoa do mundo desse personagem que o admirava. Ela não estava assustada, ela acha que ele é incrível. Já que o personagem de Ben era mais fechado, isso me obrigou a escutar mais, o que é a melhor coisa que você pode fazer como ator, de qualquer forma.

Você disse que cantar no Oscar do ano passado está uma das três experiências mais assustadoras que já viveu. Qual foi a a outra?

Uma foi quando fui no Letterman, porque nunca havia participado de um programa de entrevistas antes. “E se eu sentasse e começasse a gritar? E se o universo me engolisse?” Ele era assustador. Ele queria que eu cantasse Cups de A Escolha Perfeita e eu pensei, “Tudo bem, tudo que ele quiser, porque ele é tão mordaz e seu humor é tão ácido, que se ele não gostar de mim…” Depois, eu saí dali, corri para o meu hotel e esperei os próximos acontecimentos. Eu também fiquei no Twitter, enquanto assistia, o que é algo que nunca faria agora. É apenas o cenário perfeito para o desastre.

Vamos avançar um pouco: por que você tem tanto medo da morte?

É tipo aquela música: “Juro que não existe céu, mas oro para que não exista inferno.” Eu cresci frequentando a igreja e tinha um medo horrível de ir para o inferno. Meus pais diziam, “Claro que você não vai para o inferno. Você é uma garotinha. O que está pensando?” Será que eles não estavam pensando que, na igreja, eles basicamente diziam que qualquer pessoa que fizesse algo ruim iria queimar no fogo para sempre? Eu nem era católica, mas sim protestante. Eu acho que a geração passada ficou tão confusa com a culpa católica que decidiram se tornar episcopal. Eles pensavam, “Ah, os meus filhos vão amar a igreja.” No entanto, eles ainda leem o Antigo Testamento. Então, sim, eu acho que tenho medo de ser torturada para sempre. E se o inferno existir? Vou fazer algumas boas ações, por precaução.

Qual a semelhança entre a Anna de verdade e a que vemos na mídia?

(risos) Eu não sei. Ai, meu Deus, eu vou fazer tanto xixi depois dessa entrevista. Estava apenas pensando que se eu morresse e alguém conversasse com todos os meus amigos e conhecidos, lesse o meu diário e todas as coisas que eu já escrevi nele. Eu não acho que alguém saberia alguma coisa sobre mim. Não é o meu objetivo que todos do mundo me conheçam por completo.

Como foi ter o rosto todo melado de bolo no próximo filme Table 19? Você teria coragem de trazer uma briga de bolo para o quarto?

Eu amei ter bolo por todo o meu rosto. Eu até tweetei quando estava coberta de glacê e Lisa Krudov teve que tirar o meu cabelo melecado para longe do meu rosto. Eu estava vivendo um estranha fantasia dos anos 90. Mas sim, eu acho que comida no quarto seria apropriado demais, especialmente com glacê de baunilha. Chocolate eu não consigo entender. É muito estranho, parece fezes. No entanto, glacê de baunilha? Eu tô dentro. Eu estava tentando ser uma dama ao falar sobre fezes, mas eu não sou uma dama.

 Fonte: Playboy.

FOTOS

Anna Kendrick para a Playboy | Dezembro 2016

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