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Anna Kendrick concede entrevista para “Advocate”

A estrela de A Escolha Perfeita, Anna Kendrick, se declara como fabulosamente imperfeita em seu livro de memórias, Scrappy Little Nobody, que será lançado no dia 15 de novembro. Mas, quando se trata de seu apoio à comunidade LGBT, a atriz indicada ao Oscar é totalmente incrível.

Depois de ler o seu novo livro de memórias, sinto que somos melhores amigos. Isso é estranho?

É estranho. No começo eu estava apenas falando sozinha e agora eu estou percebendo que eu posso entrar em um lugar onde estranhos sabem detalhes realmente íntimos sobre minha vida. Merda! Mas é minha culpa, então eu tenho que superar isso.

O livro tem um tema relacionável “Estrelas: Elas são como nós!” Era esse o seu objetivo?

Meu editor pode ter tido objetivos diferentes, mas meus objetivos eram torná-lo divertido e engraçado. Além disso, meu objetivo maior, que pode ter sido muito alto, era dizer algo honesto e talvez um pouco corajoso que poderia trazer conforto para outras pessoas.

Por que não há um capítulo sobre você se tornar um ícone gay?

Eu sou tão hetéro, cis, tenho cara de chata, então eu amo que isso possa ser mesmo um pouco verdade. A idéia que eu esteja ressoando outras pessoas que já se sentiram como estranhos é a coisa mais legal.

Após Camp e A Escolha Perfeita você estrelou em Os últimos 5 anos e Caminhos da Floresta. Faça mais filmes musicais e, basicamente, você será Bette Midler.

Isso é, literalmente, meu sonho, então não me ameace com isso. Na verdade eu estava ouvindo Experience the Divine.

Quando você se deu conta da platéia LGBT?

Bem, eu estive na Broadway aos 12 anos, então… (risos) Anos mais tarde, quando eu me estabeleci em L.A., eu morava em West Hollywood, onde eu era uma mini celebridade por causa de Camp. Eu estava basicamente neste filme que ninguém tinha visto – exceto todos em West Hollywood. Foi onde eu conheci alguns dos meus mais antigos e verdadeiros amigos.

Em resposta a um fã que acreditava que ele poderia se tornar seu melhor amigo, você twittou uma vez, “Se você é um cara gay, essa merda é provavelmente verdadeira.”

Eu nem percebi isso, mas então eu penso nos meus dez amigos mais próximos, do sexo masculino e feminino, e sinceramente, eles são todos gays. Pessoas gays sempre estiveram na minha vida. Lembro de meus pais terem que me dizer, quando eu era uma criança, que havia pessoas, como algumas em nossa igreja, que se opunham à homossexualidade. Eu ficava tipo, “Espere, então eles são idiotas, certo?”.

Mais de 13 anos após seu lançamento, você ainda ouve falar de muitos fãs de Camp?

Eu ouço. Se as pessoas viram esse filme, querem mencioná-lo como o oposto a algo mais atual. Os fãs de Camp vão deixar você saber que eles são fãs Camp, o que eu não poderia amar mais.

Você escreveu em seu capítulo sobre Camp que você minimizou a ambiguidade sexual da seu personagem Fritzi por causa de suas próprias inseguranças de 16 anos. Olhando para trás, você a vê como uma lésbica?

Ah, sim. Grande momento. E agora eu estaria tão animada para interpretar uma menina lésbica e louca que lava roupas íntimas de outra menina à mão. Eu subestimei o quanto as pessoas iriam abraçar e encontrar o humor nisso.

Você teve conversas com o diretor Todd Graff sobre a sexualidade da personagem?

Acho que nunca discutimos isso. Minha abordagem sobre a sua sexualidade foi apenas ignorar o óbvio, sendo honesta. Eu pensei que, enquanto eu não defini-la em voz alta, poderia ser qualquer coisa. Não era nem que Fritzi pudesse ser gay, eu estava mais apostando em alguém que claramente não retribuía aqueles sentimentos. Você se esforça tanto naquela idade para não se parecer com essa pessoa, mas então eu estava fazendo isso em um filme.

Se você fosse interpretar outra lésbica, quem você escolheria para ser o seu interesse romântico?

Nossa! Essa é uma pergunta capciosa. Tem um grupo de fãs que torcem por Beca e Chloe, a minha personagem e da Brittany Snow em A Escolha Perfeita, então eu acho que seria quase uma traição se não escolhesse a Brittany. Nossos personagens estão, praticamente, em um relacionamento lésbico. Até o que sabemos, elas são secretamente apaixonadas. Nós até brincamos dizendo que no terceiro filme teremos cenas muito intensas e passionais entre as duas. Uma pena que ainda precisamos da nossa classificação etária para maiores de 13 anos.

A sua química com Brittany em A Escolha Perfeita 2 garantiu um prêmio no Teen Choice Award. Beca e Chloe até têm uma hashtag própria. Você está, basicamente, dando aquilo que os fãs de #BeChloe querem?

Se as pessoas não achassem isso fofo, não exploraríamos essa química ainda mais em A Escolha perfeita 2. Quanto mais nos divertimos com isso, mais as pessoas gostam de assistir.

Você já flertou com outras famosas nas redes sociais, além de ter expressado um certo fascínio por atrizes como Blake Lively e Emily Blunt. Você é suscetível à atração por mulheres?

Sim. É divertido, não é? Não consigo imaginar como isso se manifesta em homens héteros com atração por homens, mas quando mulheres se atraem por outras eu sinto como se fosse esse amor de adolescente, difícil de explicar. Não é uma atração de adulto, mas não é puramente platônica também.

Nas redes sociais, muitas mulheres falam que são atraídas por você.

É lisonjeador. Se um cara quer transar com você, é tipo, parabéns, você tem uma vagina e pulso. Mas se uma garota quer transar comigo, eu, na verdade, me sinto muito bem com isso.

No jantar de Ação de Graças do ano passado, você estava com um grande grupo de mulheres assumidamente lésbicas. Qual a história por trás disso?

Sim, eu acho que, talvez, tinha uma hétero ali, mas eu nem pensei nisso naquele momento. Como eu disso, meus amigos mais próximos são homens e mulheres gays. Se estou em u  janta de Ação de Graças com a minha família, provavelmente, terão menos lésbicas e isso me deixa um pouco triste.

Courtney, a personagem que você deu voz na inovadora animação ParaNorman tem uma queda enorme no Mitch, um atleta bobão, que, por fim, revela-se gay. Você já imaginava que isso provocaria muitas controvérsia?

Eu achei que seria um marco para o filme ter o primeiro personagem abertamente gay em uma animação convencional. Foi muito fofo, então eu imaginei que muitas pessoas respoderiam positivamente. Foi uma maneira tão bonita e inocente de normalizar as pessoas gays.

Você já se apaixonou por um cara gay?

Uma vez, na minha juventude. Sou tão feliz por hoje conseguir achar um cara bonito, perceber que ele é gay e, então, desligar essa paixão como se fosse um interruptor. Seria tão frustrante e desapontador ter sentimentos não correspondidos por alguém com uma orientação sexual diferente.

Você dá voz à princesa troll, na nova animação Trolls. Existem algum troll gay?

Eu acho que não. Não existe nenhum indicador, mas o troll de James Corden tem um lado sensível bem aflorado.

É importante salientar que o seu companheiro de elenco, Justin Timberlake, fez um cover de True Colors, um hino LGBT, para a trilha sonora de Trolls.

Sim, temos muita consciência do que essa música significa e representa, fomos muito cautelosos e comprometidos em dar o nosso melhor, para homenagearmos isso e não nos desviarmos de algum jeito repreensível. No filme, a música foi usada em um momento que diz muito sobre autoaceitação.

Você vinculou a sua imagem com o Trevor Project, além de ter usado o Twitter para apoiar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, celebrou quando Ellen Page assumiu a sua sexualidade e criticou Jelly Belly pelas suas doações anti-transgêneros. Por que você se dedica tanto às causas LGBT?

Você nunca sabe o quão grande é a sua influência, mas eu tenho a consciência de ter muitos seguidores jovens que eu possa, talvez, inspirar. Algumas vezes eu sinto que não deveria dizer nada, porque não sei o suficiente sobre um assunto em particular, como o conflito na Síria, mas as questões LGBT são mais fáceis, para mim. Elas parecem ser complicadas para muitas pessoas e isso é insano.

Você sente a responsabilidade de ser um bom exemplo?

Em geral, eu não sinto muita responsabilidade. Eu tenho poucas expectativas para mim mesma.

Você também já se mostrou uma grande fã de RuPaul’s Drag Race. Qual seria a sua dica para uma drag queen que escolha te personificar?

Ah, não! Até eu ficaria desapontada se visse uma drag queen vestida como eu!

Fonte: Advocate.

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